O aposentado de 64 anos, Antônio Christiano, e outros pacientes que fazem tratamentos psiquiátricos no Centro Integrado de Atenção Psicossocial (CIAPS) relatam dificuldades por conta do atendimento ser feito, em alguns casos, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Programas de Estratégia de Saúde da Família (ESFs).

Antônio relata que o CIAPS tem apenas dois médicos psiquiátricos, fato que dificulta o atendimento de toda a demanda de Assis.

“Na quarta-feira, eu e mais seis pacientes nos reunimos com uma psicóloga em uma sala. Ela afirmou que somente dois psiquiatras fazem os atendimentos. Antes eram três, mas um deles saiu da rede. Ela também disse que os clínicos gerais é quem irão avaliar se precisamos de atendimentos psiquiátricos ou não. Fico preocupado, pois algum paciente que esteja transtornado pode se matar”, diz.

O aposentado afirmou que tentará propor uma reunião com o objetivo de melhorar os atendimentos.

“Os nossos prontuários já até foram levados para os postos de saúde. Vou me reunir com o Conselho do Posto Vila Operária, do qual eu faço parte com conselheiro e paciente, para sugerir uma reunião com o futuro secretário responsável, visto que esta gestão já está acabando”, acrescenta.

O aposentado conta que faz acompanhamento psiquiátrico há oito anos e que mensalmente recebe medicamentos. Porém, as consultas ocorrem geralmente a cada seis meses.

“Temo que essas mudanças possam piorar o meu quadro de saúde”, considera.

A reportagem procurou a equipe do CIAPS, que emitiu a seguinte nota de esclarecimento:

“A proposta da Rede de Atenção Psicossocial, baseada nas diretrizes do Ministério da Saúde, é a de que todos os usuários, quando estáveis e com quadros de menor complexidade, sejam atendidos pela Atenção Básica (UBS e ESF), nas Unidades de Saúde mais próximas de suas casas e por uma equipe com a qual estes usuários já possuam vínculos, possibilitando um cuidado territorializado e integral. Quando há alguma intercorrência ou agravamento do quadro, a Atenção Básica encaminha o usuário para a especialidade. No caso da Saúde Mental, o encaminhamento é feito para o CIAPS. Nesse sentido, é comum o usuário ser encaminhado da UBS para o CIAPS, quando não está bem, e ser contra-referenciado do CIAPS de volta para a Atenção Básica quando melhora.”

Paciente questiona acompanhamento psiquiátrico realizado na UBS, em Assis

CIAPS

Paciente questiona acompanhamento psiquiátrico realizado na UBS, em Assis

Antônio Christiano

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