O Papa Francisco criou no Vaticano uma comissão com 13 pessoas, sete homens e seis mulheres, que visa discutir a possibilidade das mulheres assumirem a função de diácono. O Padre de Assis, Alberto Rodrigues do Santos, conversa em caráter exclusivo com a reportagem do AssisCity sobre o assunto.
O diaconato é o grau de consagração anterior ao sacerdócio. Alguns sacramentos, como batismo e casamento podem ser realizadas pelos diáconos, função que é restrita aos homens.
“Antes de discutirmos este assunto é preciso ter em mente que a diaconia é a prestação de serviços aos mais pobres, ações de caridade e evangelização. Na Igreja, isto era designado em ordens de funções”, explica.
De acordo com Padre Alberto, o Concílio Vaticano II, que foi realizado entre os anos de 1962 e 1965, foi importante para que muitas funções ministeriais da Igreja fossem designadas para leigos, o que levou as ordens ministeriais a serem mais acessíveis, tais como catequese, ministro da palavra, pregadores, coordenações pastorais e administrativa, inclusive casamentos e batismo em casos de urgência, como a ausência do bispo local.
“O diaconado às mulheres é uma discussão importante, tem a ala contra e a favorável na Igreja, porém não sei se é relevante na atual realidade da nossa igreja do Brasil, em que as mulheres já realizam nos ministérios que exercem todas as funções que uma diaconisa realizaria. Me pergunto diante da proposta: por que clericalizar uma função que as mulheres têm feito com puro amor e de maneira espontânea já que o significado de diaconia é bem amplo, assim como já discutimos?”, questiona o padre.

Padre Alberto Rodrigues dos Santos discute a possibilidade das mulheres assumirem a função de diácono










