
Por Pastor Luís Alberto Sanches*
A palavra política deriva da palavra grega polis, que quer dizer cidade. No sentido original, ser político significava demonstrar interesse e preocupação pelo bem-estar da cidade e não olhar apenas para o próprio umbigo. Aliás, entre os gregos, aquele que não tivesse um comportamento político, demonstrado pelo interesse no bem-estar geral, e que era focado apenas no seu próprio umbigo, recebia um nome sugestivo – era chamado de idiota. Em outras palavras, as pessoas deveriam cuidar dos seus interesses pessoais, sem perder de vista os interesses coletivos, a cidadania, sabedoras dos seus direitos e cientes dos seus deveres. Foi assim pensando que Aristóteles disse, com outras palavras, que precisamos aprender a fazer política com “p” maiúsculo.
Ele diz que toda pessoa é essencialmente destinada à vida comum na polis, (cidade) e somente assim se realiza como ser racional. O filósofo prega que o ser humano é um animal político, por ser um animal diferente dos demais, um animal de linguagem, que tem o poder da fala, do argumento, sendo a política a arte de viver segundo a razão. Somos cidadãos pensantes e devemos nos manifestar sobre o que achamos justo ou injusto, bom ou mau, certo ou errado nas decisões que são tomadas pelos nossos representantes, os parlamentares.
A vida na polis (cidade) tem progresso e prosperidade quando se pratica a política com “p”maiúsculo, que é bem diferente da politicagem mesquinha, estreita e cheia de interesses pessoais, particulares e, em geral, escusos. No próximo ano vai acontecer um novo “vestibular” político na cidade, oportunidade para que novos nomes possam oxigenar um pouco mais a nossa política, apresentar novas idéias e bons projetos.
Não temos aqui o interesse de antecipar a discussão do processo eleitoral, mas entendemos que a política, como tudo na vida, precisa de renovação. No próximo ano Paraguaçu vai às urnas para escolher o seu futuro prefeito, mas não podemos nos descuidar do Legislativo, que precisa ser competente e atuante, formado por pessoas capacitadas e com bons projetos para a nossa polis (cidade). O povo está desiludido com a política por conta da atuação maléfica de alguns políticos, mas precisamos separar o joio do trigo. Precisamos da boa política, de mãos limpas, que trata com responsabilidade o dinheiro publico, de prevenção e combate as drogas, de preservação e recuperação ambiental. Precisamos da boa política, voltada para o trabalhador, para a família e para o bem estar da nossa população. E viva a democracia!
*Pastor Luís Alberto Sanches é Presidente do Conselho de Pastores da cidade.









