Henrique H. Belinotte

O trânsito, em qualquer lugar do mundo sempre é motivo de acaloradas discussões.

Aliás, o trânsito tem se tornado um tormento para as pessoas, com grandes perdas de tempo, dinheiro, saúde, além de aumento da poluição, de acidentes, mortes e feridos.

O número de veículos particulares atualmente é sinônimo de irritação, trânsito parado e muitos outros tipos de malefícios.

No Brasil não é diferente e na nossa cidade muito menos. Vive-se aqui o que os moradores enfrentam em qualquer parte do mundo.

A diferença talvez seja de que, a exemplo do futebol, onde todo brasileiro é técnico e escala o seu time, no trânsito também parece que em cada esquina existe um especialista, sugerindo a mudança de direção, instalação de semáforos, a colocação de placas, a construção de rotatórias, lombadas, etc. Uma coisa louca.

Não querendo, mas já fazendo parte desta turma de especialistas no trânsito, sinto-me também no direito de dar alguns pitacos sobre o assunto.

A intenção, sem dúvida, sempre é a melhor do mundo, mas com certeza irá encontrar defensores e criticos, alguns até mesmo ferrenhos.

Mas, como se vive numa democracia, necessário esse debate, sempre em benefício da comunidade.

Ultimamente tem-se visto muitos acidentes de transito em nossa cidade, em decorrência da conversão à esquerda. Essa tal conversão à esquerda é algo muito sério e deveria ser banida em definitivo do nosso trânsito. O falecido radialista Celso Camilo Costa sempre defendeu o fim da “virada à esquerda”.

Sem dúvida, com a eliminação da conversão a esquerda, principalmente no centro da cidade, haveria uma redução sensível no número de acidentes, principalmente envolvendo motocicletas.

Aliás, falando em centro da cidade, observa-se que em determinados dias e horários, não há mais condição de circulação e nem de se obter estacionamento. O número excessivo de veículos e as ruas estreitas, na verdade, não combinam.

Outra sugestão seria a possibilidade de se criar um sistema para demarcar o centro da cidade e estabelecer, talvez, quem sabe, um rodizio de veículos, pela numeração das placas.

As coisas estão caminhando de tal forma, que há necessidade de se pensar com antecedência e tentar minimizar os efeitos que deverão ocorrer não daqui algumas dezenas de anos, mas em poucos anos.

Seria uma oportunidade de se modernizar e desde já educar o cidadão, para deixar o seu veiculo em casa e caminhar a pé ou através de outros meios.

Com certeza, esses pitacos já serão suficientes para muita conversa.

Mas para encerrar o prosa, que tal o órgão competente estudar, em caráter de urgência, a implantação, no entorno do Forum Estadual e Forum Federal, a zona azul.

Não se tem mais condições de obter estacionamento no local. As dificuldades são imensas, pois muitos deixam os seus veículos no local desde o período da manhã e só o retiram à noite, tomando o lugar de cidadãos, advogados, enfim daqueles que procuram o Poder Judiciário e que precisam de uma vaga por um curto período.

Não se vê no local nenhuma alternativa. O caminho, talvez, seja a intervenção do Poder Público, com a colocação da zona azul e uma fiscalização enérgica e efetiva. Além de trazer recursos para a entidade responsável pela atividade da zona azul, irá criar espaços para se estacionar.

E aqueles que fazem da rua o seu estacionamento, terão que pagar. Uma forma justa de resolver a questão.

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Pitacos sobre o trânsito

[/left]*Henrique H. Belinotte – advogado do Escritório Belinotte&Belinotteadvogados

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