Pode morrer de tanto amar?

*Por Márcio Alexandre

Vicentônio Silva é natural de Santa Rita (PB), mudou-se na adolescência para Maracaí (SP) onde reside até os dias atuais. Vicentônio é cronista, contista, comentarista literário, tradutor, autor de Aprendizagens & Linhas para minha mãe (Scortecci, 2010). Teve participação em sete antologias publicadas em editoras do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Produziu mais de 400 artigos, crônicas, contos e comentários literários publicados em jornais e revistas de abrangência regional, inter-estadual e nacional. Recebeu seis prêmios literários, entre eles o da Academia de Letras de São João da Boa Vista (São João da Boa Vista – SP), Editora da Universidade Federal Fluminense (EDUFF – Niterói/RJ) e Felippe D”Oliveira (Santa Maria – RS). Também atua como Presidente da Comissão Organizadora do Concurso de Crônicas Laura Ferreira do Nascimento – nas duas edições de 2011 e 2012.

Os comentários a seguir foram extraídos do artigo “Entre Mortes e Mortes” de autoria de Vicentônio publicada originalmente no dia 13 de janeiro de 2012 num jornal de circulação na vizinha cidade de Presidente Prudente. Onde o cronista faz críticas literárias ao livro. “Pode Morrer de Tanto Amar?” de autoria de Márcio Alexandre da Silva.

Vicentônio fez uma profunda reflexão sobre o título da obra. “Quando o professor e articulista de jornais Márcio Alexandre da Silva lançou “Pode Morrer de Tanto Amar? ” a primeira pergunta recaiu sobre se o título esconde mote literário romântico ou inquietação filosófica” provocou o comentarista literários.

Posteriormente o comentador literário discorreu sobre o desenvolvimento da história do livro de Márcio Alexandre. “Ao fim e ao cabo, a Filosofia demonstra o vigor na novela desse jovem intelectual que, cerrando-se nas fileiras de Sartre e lançando a Filosofia na linguagem literária, nos apresenta painel das peripécias em que o narrador, durante todo o tempo, destoando das premissas fundamentais que alicerçam as dúvidas, parece aflito em apontar respostas, soluções, resultados” acenou o escritor Vicentônio.

Vicentônio dá uma panorâmica da obra. Pode Morrer de Tanto Amar? dizendo. “Utilizando-se de complexo jogo de cenas que perpassam dos anos 1970 aos nossos dias, a narrativa transcorre sutilmente no interior paulista, denunciando, em forma de ficção, os problemas de uma família atacada pelos problemas da geada, as péssimas condições de vida da população – não apenas da zona urbana, mas igualmente da área rural – o descaso dos órgãos públicos com o povo, os problemas da gravidez precoce, sem planejamento e sem perspectivas (os pais do protagonista possuem menos de dezoito anos na ocasião de seu nascimento e sobreviverão com o patrimônio de “de duas porcas, três galinhas e um burro empacador”)” interou Vicentônio Silva.

“Os questionamentos em torno da felicidade escamoteados pelo narrador e retomados ao longo da trama, os jogos de futebol – esporte aparentemente inerente ao desenvolvimento da personalidade do brasileiro – como pano de fundo de várias cenas…” são algumas pitadas de emoção do livro, lembrou Vicentônio.

O comentador Vicentônio fala da filosofia existencial contida no livro de Márcio Alexandre da Silva. “As mortes e as mortes lançadas ao título desta resenha parecem tão insignificantes quanto insignificantes apresentam-se as réplicas filosóficas. A complexidade não está em descobrir novas perspectivas ou inventar conceitos, mas em tornar visíveis conceitos que julgávamos imutáveis ou cristalizados, proporcionando ao leitor (interlocutor) um novo olhar sobre velhas paisagens. Numa sociedade de líquidas relações, de líquidos desejos e de líquidos objetivos, sentimentos considerados profundos adquirem novas formas e novas maneiras de enfrentamento e, ao fim das contas, o amor romântico – que nos consome, que nos adoece, que nos lança em devaneios e nos atrofia as atividades – aproxima-se mais do comportamento ignominioso do que salutar, benéfico e desejado” é um livro sobre a realidade da vida, partilhou Vicentônio.

“Quando o sentimento amoroso nos invade abruptamente, somos levados ao delírio, à estupefação, à incredulidade. Nesse estágio, apenas uma pergunta pode desmontar nossas convicções: morre-se de tanto amar?” concluiu o crítico literário.

Pode morrer de tanto amar?

PODE MORRER DE TANTO AMAR?

Márcio Alexandre da Silva – CBJE – 36 p. – R$ 15,00

Contato com o escritor: [email protected]

18 – 9719 – 3275

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