Nos últimos anos temos sido inundados por enxurradas de informações — ou desinformações. Cada vez mais, o que vale não são os fatos, mas aquilo que agrada ao olhar da massa. Hoje, grande parte da população tem acesso a um celular, à internet e, consequentemente, às redes sociais.
Essas plataformas, antes desenvolvidas para criar pontes entre pessoas e culturas, tornaram-se o principal canal de propagação de fake news. Deram palco e poder a indivíduos que antes eram considerados irrelevantes no mundo das ideias. Isso poderia ser positivo e democrático, não fosse o fato de também ter concedido “asas” a ideologias extremistas que acreditávamos, ingenuamente, já terem sido superadas.
Pessoas que antes se mantinham escondidas agora não hesitam em demonstrar o quanto são racistas, xenófobas, homofóbicas e cruéis. Aquilo que foi criado para unir passou a causar divisão — nas famílias, no trabalho, na escola e até na religião.
Em um passado não muito distante, era valorizado quem estudava e desenvolvia senso crítico sobre a sociedade. Hoje, porém, vivemos o tempo da valorização da ignorância. Quanto mais ignorante, mais aclamado.
–
Efren Saqueto é Assistente Social, tem MBA Gestão de Políticas Sociais e trabalha com famílias, servidor público há 11 anos na Prefeitura de Cândido Mota










