Políticos não são imperadores. Vivemos em uma república, e nossos direitos estão garantidos pela Constituição Federal de 1988. Ainda assim, traços autocráticos e centralizadores permanecem, mostrando que não conseguimos, enquanto sociedade, remodelar de fato as relações de autoridade e poder.

Decisões importantes seguem sendo tomadas sem ouvir quem mais precisa: os cidadãos, especialmente os mais vulneráveis. Políticas públicas, muitas vezes, se organizam em torno de interesses eleitoreiros, sem qualquer base científica, enquanto as câmaras nacionais, estaduais e municipais se transformam em palcos de arrogância e vaidades.

Os conselhos participativos, que deveriam ser estruturados de forma paritária, nem sempre respeitam esse princípio, deixando as minorias sem voz e sem vez.

O povo, por sua vez, espera por algo mais do que discursos: espera por melhorias concretas em sua qualidade de vida, pelo respeito a seus direitos e pelo reconhecimento de seu território, com suas histórias e culturas. Em uma república, isso não é um favor ou um pedido — é um direito.

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