“Deus é minha testemunha, da saudade que sinto de todos vós, com a terna misericórdia de Cristo Jesus.” Fil. 1-8.

Que saudade me consome quando percebo que o tempo passou, e nos momentos que sinto meu coração sangrando, já não tenho mais os braços acolhedores de meu pai, que o Pai do céu já levou.

Que saudade quando percebo que o tempo que passou já não me permite carregar nos braços meus filhos, como outrora, os levando para onde eu também estava indo, pois o tempo para eles também passou.

Que saudade, quando vejo que a inocência de antigamente está praticamente extinta; que pessoas não conseguem mais enxergar o próximo, que namorados não se olham mais com olhares enluarados; que casais quase não comemoram mais o dia de seu casamento, pois pouco têm para comemorar.

Ai que saudade! Saudade de um tempo, onde uma casa tinha família e as famílias se amavam.

Saudade de quando se sentava na varanda e todos reunidos cantavam e rezavam, promovendo a união entre eles.

Saudade quando percebo que o tempo de hoje, egoísta como ele só, só permite que de tudo isso, relembrar do tempo de antes, hoje, hoje nem mais permite que o amor, em sua essência e pureza, saia do tempo que passou!

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Saudade!

[/left] Por: Clovis Marcelino

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