Paro para pensar nas sequências e conseqüências da minha vida e percebo que em muitos momentos sou capaz de adaptar minhas convicções de fé a elas, mas não sou capaz de adaptá-las às minhas convicções de fé. Há uma diferença enorme nessa colocação. Quando olho para os ensinamentos que recebo e coloco em prática apenas o que me convém, o que me satisfaz “me realiza”, estou sendo complacente comigo mesmo.

Percebo que nestes momentos, não vejo horizontes, apenas vejo ao derredor. Não me dou conta de que existe algo muito mais importante do que meu mundo e deixo escapar pelos “vãos” dos dedos toda essa certeza, porque me justifico em minhas ilusões, ou seriam desilusões? Somos assim, procuramos dizer que estamos bem e não nos permitimos nem perceber que não estamos.

Com isso, de forma egoística, julgamos que somos senhores absolutos de nossa vida e desconsideramos até mesmo os que conosco vivem.

Lembro-me de Jimi Hendrix que dizia: ” Sou o cara que terá de morrer quando chegar minha hora, então deixem eu viver minha vida da forma que eu quiser.”

Morreu, e talvez nem tenha chegado a hora!

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