Os agropecuaristas podem se precaver no inverno, período de seca, para a primavera e verão, quando as chuvas voltam a atingir a região em grande quantidade. O engenheiro agrônomo e diretor do Escritório Regional da Casa de Agricultura do Estado de São Paulo, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Cristiano Geller, ressalta a importância dos produtores rurais providenciarem a correção do solo com práticas adequadas.

Ele destaca que as principais medidas para os agricultores nesta época para evitar a erosão é o terraceamento do solo que também é conhecido como curva de nível, além da adubação verde para gerar massas que protegem a terra e evitar queimadas.

“O terraço é importante para adequar o solo; as barreiras são criadas para evitar que a água da chuva transborde para outras propriedades rurais, cause erosões e atinja os rios. O produtor não deve fazer o plantio em desnível, pois fatalmente terá problemas”, destaca.

Geller ressalta que as curvas de níveis possuem espaçamentos diferentes em função dos tipos de solo e declividade do terreno, podendo variar de uma cultura para outra.

Em relação à adubação verde, o recomendável, segundo o engenheiro agrônomo para a nossa região é o plantio de aveia preta e crotalária, que são fundamentais para a proteção do solo.

“Os produtores de soja e milho possuem poucos problemas com a erosão no solo, mas a produção de cana-de-açúcar sofre problemas por causa da colheita, que é quase totalmente mecanizada, pois a grande circulação de máquinas faz com que a água não infiltre adequadamente no solo, causando escorrimento superficial, ocorrendo erosões laminares e em sulco, causando assoreamento nos leitos de rios, mas com o tempo, este problema será solucionado, é questão de adequação dos produtores de cana às técnicas adequadas para o controle da erosão”, avalia.

Por fim, Geller diz que os terraços podem ser reformados em um intervalo de três ou quatro anos, e para mais orientações podem procurar a CATI de Assis que fica na Rua Santa Cecília, 319, ou pelo telefone (18) 3322-5951.

Solo deve ser corrigido com práticas adequadas, segundo diretor da CATI

Cristiano Geller

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