Muito se tem ouvido falar da terapia genica ou terapia genética. Ela vem crescendo durante as ultimas décadas e tem se destacado como uma forma alternativa de tratar várias doenças antes vistas como sem cura. Em tese, todas as doenças genéticas poderiam ser tratadas pela terapia, porém ainda há muito que ser pesquisado nessa área.

Para injetar o gene saudável em uma célula que contem o gene defeituoso que deverá ser substituído, a técnica mais utilizada é a de um vetor, o vírus. O DNA viral é substituído pelos genes modificados in vitro e o vírus injeta esse novo DNA na célula alvo. Assim as células do corpo do individuo, tendo agora o gene modificado, passam a fabricar as substancias corretas, as quais não fabricava antes.

Embora esse processo pareça simples, a terapia genica é uma técnica muito complicada em que várias coisas podem simplesmente dar errado. Ao ser modificado o gene corre o risco de ser ainda mais alterado e causar sérias mutações genéticas podendo até gerar novos tipos de tumores.

Além disso, se o gene alterado pertencer a um gameta, ele poderá passar para as próximas gerações genes modificados incapazes de cumprir suas funções podendo até mesmo ser letais.

Outra questão ética que merece atenção é: “Será que deveríamos modificar até a base celular humana?” Para os religiosos essa técnica é um absurdo, pois “interfere nos planos Divinos reservados para cada pessoa.”

A terapia já foi testada em alguns casos e até funciona, porém deve ser “reaplicada” de tempos em tempos. Isso talvez a torne uma alternativa não muito viável. Entretanto boa ou ruim é uma alternativa que poderá ser aprimorada no futuro, talvez tornando possível tratar doenças cancerígenas, neurológicas, cardiovasculares, do sistema imunológico, problemas oculares, daltonismo, obesidade, calvície, depressão, mal de Parkinson e Alzheimer.

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Terapia Gênica

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Letícia C. de Conti

Ex-trainee do departamento de Gestão de Pessoas

Empresa Júnior Biotec Júnior. – Gestão 2014

www.biotecjr.com.br

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