
Por Gustavo Pilizari
— Aceita chá de amoras Virginia? – fala Dickinson…
— Quero a seiva do teu ventre; diz Woolf, amarga da vida…
— De ti herdarei o bucólico outonal; em teus pequenos lábios rosa regozijarei montanhas dos poetas em tumbas no jardim acerca…
— Cara minha, lambuzar-me-ei em ti, abaixo das vestes alvas, confessa Woolf…
— Quero teu colo e sua alma em mim, sussurra Dickinson…
— De pernas abertas receber-te-ei em júbilo…
— Serás minha em mim e nós criaremos poemas à História; fala Dickinson em pranto…
— Dar-te-ei meu gozo, o símbolo do prazer em seu corpo pálido tal a lua em nós, diz Woolf…
— E nós seremos uno, iguais, e comoveremos o mundo…
— Beija-me para corromper a História…
Gustavo Pilizari é de Quatá e jornalista e mestrando em Comunicação pela Unimar
msn: [email protected]









