Moradores de Maracaí têm manifestado preocupação e medo diante de uma série de ataques envolvendo duas cadelas da raça pitbull, que vêm circulando livremente por diferentes bairros da cidade. Segundo relatos, os animais têm atacado gatos, cães e até tentado avançar contra pessoas, o que tem causado grande repercussão nas redes sociais e mobilizado a comunidade em busca de soluções.

As cadelas — uma branca e outra caramelo, ambas com manchas no rosto — possuem tutor, um morador conhecido da cidade. A situação, no entanto, tem gerado indignação pela falta de controle e responsabilidade na guarda dos animais, conforme apontam moradores. Diante da repetição dos casos, a população procurou o Portal AssisCity para relatar a situação, pedir visibilidade e solicitar que as autoridades tomem providências urgentes.

Um boletim de ocorrência foi registrado no dia 24 de outubro na Delegacia de Polícia de Maracaí, sob a natureza “Omissão de cautela na guarda de animais” (art. 31 do Decreto-Lei 3.688/41). No documento, a tutora de uma gata relata que sua pet foi atacada dentro da garagem de sua residência, no Jardim Primavera, após os cães entrarem rapidamente pelo portão no momento em que ela o abriu para sair com o carro. A gata foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

“Eu fiquei com medo de abrir o portão até pra sair de carro. Foi questão de segundos: ouvi minha gata gritar, quando olhei, os dois já estavam com ela na boca. Eles vieram de um terreno vazio aqui do lado. É desesperador”, contou a moradora.

Outros casos semelhantes têm sido relatados em bairros como Centro, Vila Andrade, Jardim Primavera e Jardim Morumbi. Vídeos, fotos e testemunhos circulam diariamente em grupos da cidade. Em um dos casos, uma gata permanece internada em uma clínica veterinária em Assis, após ter parte do intestino perfurado durante o ataque.

Gata atacada pelas pitbulls teve o intestino perfurado – FOTO: Enviada ao Portal AssisCity

Moradores afirmam que, apesar de as cadelas serem bem cuidadas e não apresentarem sinais de abandono, elas têm circulado sem supervisão, o que coloca em risco tanto outros animais quanto pessoas, incluindo crianças que caminham ou andam de bicicleta pela cidade.

“Eu tenho medo do meu filho ir para a escola. Eles avançaram na minha moto outro dia. É desesperador viver assim”, relatou outra moradora.

Além dos danos emocionais e físicos, há também prejuízos financeiros significativos. A internação e tratamento de animais feridos têm gerado custos elevados para tutores, que afirmam não ter recebido apoio do responsável pelos cães.

Moradores têm solicitado ação urgente das autoridades municipais, como medidas legais contra o tutor, recolhimento emergencial dos animais ou mediação para garantir segurança pública.

O entendimento comum entre os relatos é de que as cadelas não são culpadas — mas sim o tutor, que deve garantir segurança, contenção e responsabilidade na guarda.

“Essas mortes não estão nas costas das cadelas. O sangue está nas mãos dos tutores”, declarou uma moradora que teve a gata internada.

A população afirma que continuará registrando boletins, reunindo provas e buscando orientação jurídica, enquanto espera por providências mais efetivas.

O Portal AssisCity deixa o espaço está aberto para manifestação do tutor do animal.

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