O ano de 2015 certamente será visto como um ano de muita dificuldade na economia brasileira, em um cenário político desestabilizado, marcado por uma recessão e forte desconfiança.
Junto com o assunto crise, muito se tem falado das oportunidades que esses momentos originam, para as empresas e profissionais.
Se por um lado, tanto consumidores quanto investidores, adiam alguns tipos de gastos, que são importantes para a movimentação da economia, por outro, novas formas de fazer e ver negócios também podem surgir.
De fato, a diminuição da disponibilidade de pessoas e empresas querendo adquirir pode gerar uma retração nas vendas, por outro, as empresas podem rever intensamente seus processos, focar em novos nichos, melhorar seus produtos, a fim de atingir com maior precisão aqueles que estão com capacidade aquisitiva, realocar verbas, reunir todo seu time e se abrir a possibilidades de correções que em um cenário de crescimento e normal, acabam ficando em segundo plano.
Uma economia nunca está totalmente em recesso, sem transações e relações financeiras/econômicas. O que ocorre é que aquela compra por impulso, que faz mutias empresas se acostumarem a ter apenas essa relação, diminuem, impactando um cenário estanque e específico. Por exemplo, no nosso contato com mais de 15 marcas na Penze Network, fornecendo o serviço de comunicação digital, verificamos que o varejo em geral está sofrendo mais (calçado, confecção etc), enquanto outras áreas crescem.
Mas há centenas de pessoas/empresas que ainda estarão querendo comprar, e também necessidades básicas, nichos específicos, em que um negócio pode ser criado.
A título de dado histórico, a palavra crise é de origem sânscrita, da Índia, e significa purificação. O momento em que se limpa, de depura, se reconstrói algo, podendo gerar inovação.
As crises sempre existiram, essa não é a primeira nem a última crise pelo qual passaremos. A título de exemplo, tivemos a crise dos anos 80, da Russia, da Ásia nos anos 90, o boom das pontocom em 2000, o crash das hipotecas subprime de 2008 e todas elas deixaram alguns aprendizados que não se pode descartar.
Não atoa, recentemente Romero Rodrigues, agora ex-CEO do Buscapé, escreveu artigo recente em que fornece exemplo de muitas gigantes que nasceram em épocas de crise, inclusive o próprio Buscapé (antes da Bolha da Internet).
Além disso, a crise é capaz de mudar as posições de liderança, mais decisões normalmente impróprias são tomadas, e um novo futuro pode nascer.
Portanto, comece por pensar em tudo que até agora não foi pensado no seu negócio, seja capaz de alterar o que for preciso e assim encontrar novas formas de se refazer,, abrindo grandes oportunidades.
A crise existe pra quem faz as mesmas coisas do modo que sempre fez e não se permite a sonhar de uma forma diferente.
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[/left]Eder Fonseca é CEO e fundador da Penze, uma agência criativa para a era da conectividade.

