Vive-se em um mundo cada vez mais globalizado. A concorrência, por consequência, também é cada vez mais Global.

Ouve-se muito acerca da luta desleal entre grandes e pequenas empresas, nesse cenário. As pequenas empresas, principalmente as locais, ou seja, as que comercializam produtos e serviços nas cidades que habitamos, vira e mexe disparam que o seu fracasso se deve ao sucesso e ao poder econômico das grandes.

Bem, é claro, não sejamos ingênuos em negar que o poder econômico tem a capacidade de atropelar empresas locais, fazendo-as fecharem as portas.

Porém, esse pensamento raso, em um primeiro momento, esconde outros problemas graves das pequenas empresas, que reside justamente na gestão de seus valores, missão, colaboradores, relação com outras empresas.

Isto porque, com a globalização, com um mundo cada vez mais conectado e a geração Y, que já deve ceder nome para outra, faz com que haja a necessidade de se rever os métodos de gestão, de tudo isso que foi citado.

E é ai que observamos no cotidiano das empresas um péssimo hábito de terceirização das responsabilidade que são só das empresas, subsidiado pelo ranço coronelista do “eu pago, eu mando, então faça como quero”.

As empresas globais, vide Google, para citar uma área afim a nossa, procuram lidar com seus colaboradores de fato, pensando em suas carreiras e no crescimento, financeiro, pessoal, educacional, profissional, solidificando parcerias e dando abertura para que todos sintam parte de uma empresa e que trabalhem para o seu melhor.

Já na nossa realidade, o “eu pago, eu mando” faz com que, primeiro, os colaboradores não tenham voz ativa nas empresas, ficando subordinados a uma gestão unilateral, coronelista, focada apenas na vaidade e no poder que a denominação “dono da empresa” carrega.

O que é ser dono de uma empresa? Ter o poder de mando? Ter o dinheiro para investir? São conceitos equivocados, retrógrados, que só servem mesmo para enterrar uma empresa, afundá-la.

Quando se terceira um serviço, por exemplo, Tecnologia da Informação, Contabilidade, Marketing, deve-se ter em mente a busca de parceiros para ajudara pensar nos problemas que as empresas enfrentam.

Porém, o que muito se observa, é que as empresas que terceirizam serviços parecem apenas querer transferir para o parceiro os seus problemas interno, deixando de lado a responsabilidade do gestor (seja o proprietário, seja alguém de confiança que assume a responsabilidade por propagar os valores da empresa).

Muitas vezes, ao contratar um serviço, a empresa contratante acaba se eximindo da sua responsabilidade, do seu planejamento, esquecendo-se que terceirizar não quer dizer mandar, mas procurar parceiros capazes de realinhar problemas internos da empresa.

Por isso é comum que um contrato por mais bem executado que seja, o contratante acabe tecendo críticas ao trabalho, com o argumento de que está “pagando”, esquecendo-se que os erros e não cumprimentos dizem respeito a sua administração.

Contratar um serviço não é sinônimo de que você vai mandar no serviço do outro, apenas para esconder o seu próprio serviço.

Contratar um serviço é confiar em um trabalho e, fazendo a sua parte, conectar a parte do terceirizado para ajudar as empresas.

O que leva uma empresa a decadência, não é a falta de investimento, a falta de dinheiro, a falta de capacidade de seus colaboradores e terceirizados. Contudo, o resquício coronelista que liga dinheiro a poder.

Deve-se procurar parceiros e não subordinados. Deve-se procurar colaboradores, que ajudam a pensar o cotidiano na empresa, e não empregados que, s´porque recebem salários, tem que se sujeitar aos mais equivocados planejamentos, só porque “eu pago, eu faço”.

Porque na hora que vier a falência, não adianta dizer aos outros que o erro foi alheio, pois quem abriu e comandou a empresa, foi você!

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A péssima cultura do

[/left]* Por Eder Pires da Fonseca é CEO e fundador da empresa Penze (Tecnologia da Informação com Foco em Gestão de Negócios) e gerente de T.I das empresas World Sport e World Style. Cursou filosofia na UEL, e bacharel em Direito pelo UNIVEM (Marília/SP). [email protected]

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