Muitas mães se questionam sobre quando levar seu filho(a) ao dentista

Nessa primeira ida ao dentista, a Dra Patricia Sartori faz um registro fotográfico do rosto e boca da criança para acompanhar o desenvolvimento ósseo e das arcadas a fim de observar possíveis alterações na cavidade bucal.

Além de analisar as características corporais, é feito um exame clínico bucal a fim de examinar os tecidos moles, língua, mucosas, rebordos e possíveis características anatômicas ou lesões. Em alguns casos, há necessidade do bebê recém-nascido, com poucos dias de vida, visitar o especialista para, por exemplo, resolver alterações de freio lingual, que interfere no aleitamento materno, dentes que nascem antes do tempo, cistos, dentre outros problemas.

Nos primeiros meses, quando os dentes ainda não nasceram, é indicado apenas realizar a higienização, pela mãe ou responsável, uma vez ao dia com gaze enrolada no dedo e soro ou água filtrada.

A limpeza verdadeira somente precisará ser feita quando o primeiro dentinho despontar na cavidade bucal, em média, entre 6 e 8 meses.

Patricia discute a importância de usar as escovas dentais para recém-nascidos, pois os dentes da frente já passam a acumular bactérias que aumentam o risco de cárie. A escova, além de limpar, irá também massagear a gengiva para aliviar o desconforto causado pelo nascimento dos dentes. Pode-se também fazer isso com o mordedor de gel resfriado na geladeira, pois a baixa temperatura dará uma sensação de anestesia na gengiva e, consequentemente, ameniza o incômodo.

É importante saber também que febres e diarreias não estão necessariamente relacionadas ao nascimento dos dentes. Por isso, caso aconteçam, procure o pediatra da criança.

O controle do uso de creme dental é de extrema importância, pois ingerir flúor em excesso pode levar a consequências sistêmicas graves, além de não ser saudável para os dentinhos.

De acordo com estudos atuais, o uso de creme dental com flúor na quantidade de 1.000 ou 1.100 ppm é indicado e seguro desde o primeiro dentinho, desde que na quantidade adequada, que deve ser do tamanho de um grão de arroz. Entretanto, Dra Patricia prefere indicar para seus pacientes, que são crianças, uma pasta sem flúor, pois ao longo do tempo, o flúor absorvido pelo organismo, se em excesso, pode fazer com que os dentes permanentes nasçam com manchas, além de outras consequências mais graves.

Mas, tão importante quanto essa limpeza, é a relação dos pais com o dentista. As orientações sobre a higiene bucal e os hábitos prejudiciais, assim como as expectativas com relação aos procedimentos e resultados do tratamento, devem ser bem explicados aos pais. Portanto, os pais devem sair da consulta sabendo quais serão as próximas ocorrências na boquinha do seu filho e como lidar com todas as situações previsíveis.

Esse primeiro encontro é para que: haja uma cooperação mútua para que as expectativas entre profissional, pais e criança se cumpram; comecem a tomar corpo os acordos entre pais e profissional, pois qualquer tipo de atitude ou tratamento só pode ser bem sucedido a partir daí. A partir da presença do elemento dental na boca, acompanha-se periodicamente o bebê até os dois anos de idade, quando normalmente todos os dentes de leite já estão na boca.

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A primeira consulta do bebê

[/left] Por Patrícia Sartori

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