O caso de João Manoel Borges, de 60 anos, e sua esposa Alzira Miranda Rosa Borges, de 78 anos, moradores de Ibirarema, que mobilizou familiares e autoridades após o casal desaparecer pela segunda vez, teve uma reviravolta. Segundo a Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão preventiva de João, que passou a ser investigado por sequestro, cárcere privado e maus‑tratos à própria esposa.

O casal foi localizado por familiares em um sítio da família, na área rural de Ibirarema, próximo ao acesso a Ribeirão do Sul, após quase uma semana sem contato. Ambos foram encaminhados para atendimento médico, e a idosa apresentava condições precárias de higiene, extrema debilidade física e sinais de confusão mental, segundo a Polícia Civil.

Durante as diligências, os investigadores constataram que João manteve a esposa contra a vontade em área de mata, privando-a de cuidados essenciais, alimentando-a apenas com “bolacha e água” e administrando medicamentos para induzir o sono. Segundo a Polícia Civil, ele também tentou despistar familiares, informando falsamente que viajaria para outro estado e descartando o telefone celular do casal.

O boletim de ocorrência inicialmente registrado como desaparecimento foi reclassificado para prisão em flagrante por sequestro e maus-tratos, com base nos artigos 148, §1º, inciso I, do Código Penal e 99 do Estatuto do Idoso. João foi conduzido a um estabelecimento prisional da região, onde aguardará a audiência de custódia.

O caso ganhou repercussão por se tratar do segundo desaparecimento do casal em curto intervalo de tempo. No episódio anterior, ocorrido em dezembro de 2025, João e Alzira também ficaram vários dias sem notícias antes de reaparecerem.

Segundo a Polícia Civil, a prisão preventiva foi necessária para garantir a segurança da idosa, evitar a reincidência e assegurar o andamento das investigações. Alzira permanece sob cuidados médicos e acompanhamento especializado, enquanto as investigações continuam para esclarecimento completo dos fatos.

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