Muitos vêem no envelhecimento apenas o declínio natural da vida, a perda de oportunidades e o aparecimento de dores, flacidez e rugas indesejáveis que incomodam, mas ainda não põem fim a vida, já eu vejo, além disso, crescimento pessoal e aprendizado.
Aprendi que devemos nos amar de forma incondicional, haja o que houver. Tenhamos ou não cabelos brancos, debilidades, imperfeições físicas; se não nos amarmos quem o fará por nós?
Aprendi que ao gerar um filho, o primeiro a ter em mente é que ele é outro ser, um dia vai seguir a vida separado-se de você – se imaginou que poderia “utilizá-lo” na velhice como enfermeiro, vai se dar mal;
Aprendi que na vida vale tudo para ser popular e ter muitos “amigos”, inclusive mentir para agradar;
Aprendi, por outro lado, que as pessoas fogem de quem fala a verdade, quem expressa o que pensa e sente (diz o ditado popular: “a verdade dói”);
Aprendi também que, apesar de tudo, a mentira muitas das vezes não é uma coisa ruim – é apenas a forma que uns encontraram de fazer outros felizes;
Aprendi que é dando que se recebe portanto, se plantar jaca não espere colher uva!
Aprendi que ao nos doarmos a alguém ou a alguma causa façamos por amor, se pensarmos, por algum momento, que por isso seremos recompensados, a decepção será certa e grande;
Aprendi e percebi que todos querem estar no topo da montanha para se sentirem realizados, mas se esquecem que é durante a escalada que encontram a felicidade;
Aprendi que o melhor é fazer sempre a coisa certa mesmo que não tenha ninguém nos olhando (isso sim é moral e ético);
Aprendi que a vida é dura e muitas vezes triste, mas o bom de tudo é ter um sorriso nos lábios mesmo que por dentro chore;
Aprendi, por outro lado, que se sentir vontade de chorar por alguém ou algo – chore, isso não o transformará num (a) fraco (a) mas em alguém sensível a dor do próximo;
Aprendi que por mais que eu sofra a vida segue;
Aprendi que a justiça dos homens pode até ser justa, desde que o homem saiba esperar por ela e não a faça com as próprias mãos;
Aprendi, percebi com o tempo que uma multidão furiosa transforma o homem médio numa fera capaz das piores atrocidades – “efeito manada” ou “maria vai com as outras”;
Aprendi que “olho por olho e dente por dente” não é e nunca foi justiça – justiça é outra coisa, é algo que se aprende lendo a Constituição de um país, seu Código Processual Penal e os tratados internacionais de Direitos Humanos;
Aprendi que há muito mais de meus pais em mim do que imaginava, coisas que hei de me orgulhar enquanto viver;
Aprendi a ouvir mais e falar menos, aceitar críticas negativas e opiniões distintas das minhas;
Aprendi a dizer não mesmo que esse não desagrade o interlocutor e ponha fim a conversa;
Aprendi que mninguém é de ninguém, por mais sólido que seja um relacionamento ambos são livres para dizer adeus – lembre-se: almas gêmeas não existem o que existem são pessoas que se amam por uma vida toda ou parte dela;
Aprendi que sonhar é o primeiro passo para o sucesso mas que passar a vida sonhando e nada fizer para torná-los reais é o pior dos desatinos;
Aprendi que a vida é um aprendizado, quando se acredita que já aprendeu tudo – só que não, ela nos prega uma infeliz peça e termina!
Portanto, viva da melhor forma, transforme sua passagem em algo especial ao próximo e a ti mesmo, lute para não ser apenas mais um normal e corrente, que “segue em manada”, mas o que “puxa a manada” em direção a algo bom!
Elane F, de Souza OAB-CE 27.340-B










