
[/left]Está previsto para acontecer no mês de junho, a 2ª Marcha das Vadias em Assis. Um grupo, maioria mulheres, mas, com presença de homens realizará uma passeata com com faixas, cartazes, maquiagens chamativas, frases escritas nos corpos, numa forma de mostrar indignação contra os vários tipos de preconceitos dos quais o universo feminino é vítima.
A Marcha está prevista para o dia 15 de junho, um sábado, com concentração na praça da Mocidade de Assis. O 1º evento foi realizado no dia no dia 16 de junho de 2012 e contou com dezenas de pessoas.
A Marcha das Vadias
A “Marcha das Vadias” é originalmente um movimento internacional, iniciado em Toronto (Canadá). O protesto inicial foi em resposta ao depoimento de um policial que às mulheres da Universidade de Toronto, que para evitarem o estupro deveriam não se vestir como vadias. A partir daí a repercussão foi para outros países, chegando também ao Brasil, em diversas cidades. Já ocorreram Marchas em Brasília, São Paulo, Pelotas, Fortaleza, Recife, Florianópolis, Londrina, Maringá. Em Assis a iniciativa é idealizada por alunos da Unesp com apoio do NEPS (Núcleo de Estudos e Pesquisas Sobre as Sexualidade).
Confira na íntegra o texto sobre a Marcha das Vadias de Londrina
Marchamos contra todos os tipos de violência sofrida por mulheres. A cada 15 segundos uma mulher é violentada no Brasil. E as mulheres sofrem violências em todas as partes do mundo.
Marchamos contra todos os tipos de violência sofridas por homossexuais, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais. O Brasil é o país com maior numero de homicídios desse grupo e a maior parte dos suicídios entre jovens são de adolescentes homossexuais.
Marchamos pelo direito de vestir a roupa que quisermos, andar nas ruas a hora que quisermos sem medo.
Marchamos contra a tolerância à crimes sexuais, os quais muitas vezes são justificados e amenizados por atitudes da mulher, julgando-a e condenando-a ao papel daquela que “pediu para ser estuprada”. Nesse sentido, buscamos a criminalização do estuprador, repudiando o julgamento a(ao) estuprada/o. Para repudiar qualquer tipo de violência, sobretudo o estupro e “estupro de correção” (que acontece como forma de “corrigir” e “re-educar” mulheres lésbicas, achando que tal atitude a torne heterossexual).
Para defender a figura da mulher como livre para exercer sua sexualidade, não aceitando imposições provenientes de uma sociedade machista que dita como ela deve se comportar.Marchamos para que as delegacias das mulheres funcionem 24 horas e não de segunda à sexta-feira das 8 às 18 horas. A delegacia não deve funcionar como um escritório. A maior parte das violências domésticas acontecem aos finais de semana, feriados e a noite. A mulher precisa de um atendimento humanizado e que traga segurança para ela. Marchamos porque mulheres recebem salários menores que homens, mesmo ocupando as mesmas funções e trabalhando mais do que eles. Alem disso marchamos para que homens reconheçam o seu papel de pai e dividam as responsabilidades financeiras e de educação dos filhos com as mães.Para questionar imposições provenientes de concepções religiosas, onde a sexualidade deve ser exercida sobretudo para a reprodução.
Para defender que a decisão sobre o próprio corpo cabe SOMENTE à mulher.Pelo aborto como um direito de escolha. Somos a favor da legalização do aborto e não a favor dele. Só é aborto se a interrupção da gestação acontece até terceiro mês de gestação, caso contrário não é aborto e sim antecipação de parto. É uma pratica comum entre mulheres brasileiras, apesar do repudio entre a opinião publica. Por não ser legalizado, ele é feito clandestinamente. Mulheres pobres fazem-o em condições muitas vezes desumanas. Milhares de mulheres morrem todos os anos no Brasil devido à essas práticas.
Para protestar sobre a utilização do corpo da mulher como mera mercadoria (expressa em diversos veículos da mídia) e para questionar esse padrão que expressa uma realidade distorcida da anatomia feminina, subjugando outras expressões de beleza. Acreditamos em vários tipos de beleza e não só a mostrada na tv. Eu como mãe não crio nem filhas submissas, nem filhos machistas. Marcho para que minha filha não sofra violências e que as reconheça e lute contra elas. Marcho e educo o meu filho, para que futuramente ele não seja um homem que maltrate as mulheres. Marcho pela liberdade e opção de existir sem medo de ser feliz!
(Texto: Marcha das Vadias Londrina)










