
A polícia já encontrou no Centro-Oeste Paulista uma nova droga usada por dependentes químicos. Ela é preparada com um produto descartado no lixo comum, como contam Giuliano Tamura e Rogério Silva na reportagem da TV TV TEM.
A nova droga tem um nome de impacto “bomba atômica”. Debaixo de um viaduto no centro de Bauru, pessoas dependentes de drogas dizem que o consumo da “bomba atômica” é comum. Um homem, conta como o produto é preparado. A matéria-prima são pilhas, encontradas em sacos de lixo. Ele conta que alguns colocam junto, fitas cassete para ferver também.
Depois de cozinhá-las, os dependentes bebem o líquido que sobra da fervura. As pilhas ficam assim depois que são colocadas no fogo. Elas se esfarelam facilmente na mão. O cabo Jorge Santos diz que os usuários da chamada “bomba atômica”, são aqueles que não têm mais poder aquisitivo para comprar crack, oxi ou outra droga.
A nova droga foi trazida para o interior por usuários que viviam na cracolândia em São Paulo. O policial conta que os viciados sabem que estão num caminho sem volta. O comandante da Polícia Militar em Bauru, diz que a PM tem feito um trabalho em parceria com a prefeitura para evitar que os dependentes se juntem em locais na cidade para consumir drogas. Mas, para o Tenente-Coronel Nelson Garcia Filho, o combate ao uso dessa nova substância, precisa da colaboração dos moradores que não devem descartar as pilhas no lixo comum.
Em uma única pilha é possível encontrar metais pesados como chumbo, cádmio e zinco. Consumir qualquer um desses produtos significa ingerir uma quantidade de produtos tóxicos que podem causar complicações à saúde. O médico psiquiatra Wilson Siqueira explica que metais pesados como o chumbo, podem causar problemas severos ao organismo. Para ele, o uso da “bomba atômica”, como droga, revela o desespero do usuário que não tem noção do mal que a sustância provoca.
