“Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias.” Is.40-11.
Há alguns anos, uma adolescente de quinze anos atirou-se do oitavo andar de um prédio, quando estava pronta para ir à escola. Uma mãe perguntou a um amigo, qual poderia ser a razão daquele ato. A resposta foi falta de colo.
Preocupamo-nos em providenciar e conquistar tudo para nossos amados: comida, roupa lavada, conforto, smart tv exclusiva, smartphones, presentes, viagens, escolas boas, mas estamos esquecendo-nos de dar-lhes o principal: Colo! Consideramos que por estarem crescidos, estamos perdendo a intimidade com nossos filhos, e por sua vez, eles, os filhos, também vão perdendo a intimidade conosco, os pais.
Crescendo, tornar-se-ão adultos frios, que também não darão colo aos seus velhos genitores. Essa é uma relação de mão dupla. Se quero amor, preciso amar; se quero perdão, preciso perdoar; se quero ser acolhido, preciso acolher, sem confundir acolher com aceitar ou, ser conivente com alguma situação contrária aos princípios, mas acolher sim!
Precisamos dar colo uns aos outros, afagar os cabelos e não ter vergonha de dizer: Te amo! Ontem em um louvor, eu dizia: Somos responsáveis uns pelos outros.
Preciso deixar de ser egoísta. Assim como os filhos, pais também precisam de colo, de carinho e acolhimento. Ainda dá tempo, vamos oferecer o conforto do colo para os que conosco vivem e muitas vezes não têm onde encostar a cabeça.










