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Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ e a agenda ESG

Elisa Barbosa

  • 12/07/23
  • 04:00
  • Atualizado há 49 semanas

Por Elisa Barbosa

No dia 28 de junho é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. A agenda ESG tem trazido às empresas a discussão sobre diversidade e inclusão e algumas delas vem trabalhando e criando setores e núcleos de desenvolvimento de práticas e inclusão de pessoas LGBTQIA+.

Muitas marcas apostam na publicidade no mês do orgulho, com campanhas emocionantes e muito bem elaboradas. No entanto, especialistas da área destacam que muitas empresas não possuem ações efetivas para mudar a realidade e enfrentar o preconceito e a desigualdade ou, quando possuem tais ações, estas são pouco efetivas.

De acordo com Angelo Castro, coordenador de Captação e Parcerias da Casa1 - centro de cultura e acolhimento de pessoas LGBTQIA+ na cidade de São Paulo -, "Colocar o arco íris já é alguma coisa, mas não pode parar por aí. É preciso sair de um post, do ambiente virtual e promover algo concreto". Castro afirma que "Existe uma disparidade enorme. Até mesmo a entrada das pessoas trans no mercado de trabalho, por exemplo, é marketing. Vemos propostas, mas sem uma preparação efetiva para que essas pessoas fiquem na empresa, contribuam, coloquem a sua visão e tenham um plano de carreira."

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Sustentabilidade é uma realidade no Brasil? A distância entre a narrativa e a prática e o caso LinkedIn

Ricardo Sales, CEO do Instituto +Diversidade, aponta que embora os avanços devam ser reconhecidos e celebrados as ações ainda continuam se concentrando no Dia Internacional do Orgulho somente: "No dia 29 de junho o mundo volta a ser cinza. Cadê as marcas? No mês de junho o foco é muito maior na propaganda. Ela tem muito valor, mas publicidade sozinha não se sustenta. Discurso ajuda a formar imagens, mas isso tem que vir acompanhado de ações efetivas e que demonstrem o comprometimento com as comunidades. Isso é trabalhar o S de ESG de uma forma muito mais ampla".

A cultura das empresas necessita de mudança e acolhimento para a comunidade LGBT. Não se deve inclui-las para servir apenas como vitrine, números e mídia. Muito pouco ainda é feito e é de extrema importância que as mudanças ocorram num passo mais rápido e muito mais profundo.

Por Elisa Barbosa

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