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Psicóloga alerta sobre filme Coringa

COLUNISTA - Ana Luísa Rosnel

Ana Luísa Rosnel

  • 24/10/19
  • 12:00
  • Atualizado há 233 semanas

Ainda que a maioria dos filmes do Batman despertem interesse e emoção, devo, diante de meu olhar técnico, apontar alguns cuidados para aqueles que pretendem levar os filhos, sobrinhos ou netos a assistirem ao filme "Coringa" , atualmente em cartaz nos principais cinemas.

Embora as críticas sejam positivas pelo ótimo desempenho do ator Joaquim Phoenix, em seu papel como Coringa, pode existir uma confusão sobre do que se trata o filme, e este, definitivamente, não é um filme sobre super-herói.

É um drama vivenciado por um indivíduo que cresce em meio a perturbações psíquicas, que sofre violência, discriminação, assédios, e uma resposta emocional de ansiedade muito intensa; contribuindo para a evolução de sua Psicose (um transtorno mental que já possui). E por sofrer experiências de bullying e rejeição, se revolta com comportamentos agressivos e muito violentos.

O filme não é indicado para menores de 16 anos e mesmo aos adolescentes, fica a sugestão para os pais, os próprios e responsáveis, de avaliarem as condições psicológicas em que se encontram, pois se estiverem vivenciando situações semelhantes aos que o personagem vive, ou mesmo depressão, o filme poderá servir de gatilho para reações adversas ou contribuir para a piora do quadro clínico já instalado.

Por lidar diretamente com esse público jovem, reconheço o quanto são sensíveis, muitas vezes imaturos e impulsivos em suas ações; inclusive podendo interpretar inadequadamente a mensagem do filme; e daí a necessidade da supervisão de um adulto.

É um excelente filme que trata de saúde mental e cada vez mais precisamos falar no assunto, já que este, abrange a todos nós, seres humanos, que necessitamos de acolhimento, atendimento especializado de qualidade e empatia, principalmente.

Divulgação - Psicóloga Ana Luísa Rosnel
Psicóloga Ana Luísa Rosnel

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