Buscar no site

Uma escalada perigosa

COLUNISTA - Thiago Hernandes

Por Thiago Hernandes

  • 12/04/23
  • 08:00
  • Atualizado há 62 semanas

Denomina-se violência todo e qualquer ato praticado por um indivíduo ou coletivo de pessoas cujas ações resultam em violações dos parâmetros dos direitos humanos e da integridade física e psicológica.

Nesta perspectiva, muitas são as formas, ambientes e personagens que permeiam o campo da violência. Recentemente a sociedade brasileira vem sendo alvejada por notícias ligadas à violência em ambiente escolar, que em alguns casos tem deixado vítimas fatais. Porém, é importante ressaltar que práticas de violência em ambiente escolar não são novidade, muito ao contrário, há tempo relatos de diferentes formas de exposições a violências ecoam entre os profissionais da educação.

Mas o que foi feito até então como ferramenta de enfrentamento a este fato? Pode-se dizer que muito pouco, e o que foi feito não surtiu os efeitos esperados e necessários.

Em momentos de intensa comoção, são compreensíveis comportamentos voltados a busca por querer entender o que vem causando a violência, bem como formas de enfrentamento.

Para estes dois posicionamentos digo que não há soluções e ações simples para sanar problemas complexos. Muitas são as razões para esta escalada. Desde demandas cabíveis ao seio familiar, estrutura social e relações interpessoais nas escolas, passando inclusive por questões ligadas ao comportamento e personalidade dos agressores.

Seja quais forem as razões e os agentes causadores, é importante que haja uma sinergia de ações entre sociedade e poder público para enfrentar os efeitos, mas sobretudo, as causas desta realidade tão sombria que tanto medo e preocupação vêm trazendo a todos.

Assim, o que não podemos é ficar de braços cruzados esperando que os números de vítimas aumentem. Famílias, membros dos poderes públicos, sociedade e comunidades escolares, por favor, olhem por nossas crianças, por nossos jovens, não vamos mais terceirizar a educação, a instrução, o zelo e o afeto.

Que o tempo dedicado aos jovens não seja visto como gasto, mas sim como investimento para um futuro ao menos mais promissor.

Receba nossas notícias em primeira mão!

Veja também
Colunistas Blog Podcast
Ver todos os artigos