O período de férias é um momento de lazer e descanso, mas que também pode trazer preocupações para aqueles que pretendem viajar, especialmente se você tem bichos de estimação.

Afinal, os companheiros do dia-a-dia precisam de cuidados e também de companhia, já que a viagem de férias pode ser um pouco mais longa.

Conhecidos como pet sitter ou simplesmente cuidadores de animais, muitas pessoas que não vão viajar acabam assumindo a responsabilidade de cuidar dos pets até a volta de seus donos.

Alan de Luna Ribeiro Fernandes é de Tarumã e há pouco tempo mudou-se para Londrina. Ele conta que desde 2012 cuida dos animais de um casal de amigos, que são de espécies menos convencionais.

“Eu tenho um casal de amigos que, na época que morávamos em Tarumã, eles viajavam bastante e eu sempre ficava cuidando dos animais de estimação deles, que eram dois gatos, um galo, uma tartaruga de aquário e um coelho. Hoje em dia são menos animais e só cuido de um único gato, mas tiveram situações engraçadas em meio a esses bichos todos”, conta.

Segundo Alan, não era incomum que o galo corresse atrás dele, enquanto até o coelho fazia festa com a sua chegada.

“É muito divertido cuidar dos animais dos outros, porque com o tempo a gente vai se apegando a eles e eles a nós. Quando eu chegava na casa, até o coelho começava a pular, porque ele sabia que vinha comida. Isso às vezes era uma confusão, porque cada bicho precisa de uma ração e uma quantidade específica, e precisamos sempre lembrar o que é de quem. Por exemplo, os gatos eram persas e precisavam de uma ração específica, além de cuidados mais especiais. Já o galo, vira e mexe corria atrás de mim, porque ele ainda era filhote e parecia querer se afirmar. Já a tartaruga se divertia seguindo meu dedo pelo vidro do aquário. Acho que os mais habituais eram os gatos, mas cuidar de todos eles nunca foi um problema”, diz bem humorado.

Alan conta que sempre gostou de animais e hoje, após se mudar para Londrina, ele e o casal de amigos revezam os cuidados com os bichos um do outro.

“Nós já éramos amigos antes de eu começar a cuidar dos bichos, mas nossa amizade se estreitou ainda mais. Neste final de ano, eu e minha esposa fomos para Tarumã visitar nossos familiares, enquanto os nossos amigos vieram para Londrina passar as festas. Então a gente trocou e cada um foi na casa do outro para cuidar dos nossos pets”, salienta.

Diferentemente de Alan e o casal de amigos, que não tiram os animais de seu próprio habitat, a candidomotense Roseli Batista Rodrigues mora no bairro Jardim Paraíso e tem um espaço reservado especialmente para os bichinhos de quem ela cuida. Apaixonada por bichos, especialmente cachorros, Roseli tem um canil com 13 baias em sua própria casa.

“Já faz uns 23 anos que eu cuido de cachorros. Comecei com um e de repente estava com 30 dentro de casa. Até que chegou um momento em que eu consegui doar todos e construí um canil, com lugares específicos para cada um. Como o pessoal sabe que gosto muito de cuidar deles, quando os donos precisam viajar, deixam os bichinhos comigo. Tem uma família de Campinas que há uns 10 anos deixam a cachorrinha aqui, porque eles ficam em Cândido Mota, mas por estarem na casa dos familiares, acham melhor deixar aqui, como um hotelzinho”, conta.

Roseli diz que o mais importante é a responsabilidade de cuidar dos bichinhos dos outros, além do cuidado que deve ser dobrado.

“Costumo dizer que a gente tem que cuidar melhor daquilo que não é nosso. Então os cuidados com os pets dos outros é ainda maior do que com os nossos. Tem que limpar várias vezes por dia, conferir sempre se fez cocô ou xixi, dar uma voltinha no quintal para que o cachorro não fique estressado. Alguns dos cachorros que pego para cuidar dormem até dentro da minha casa. Uma vez peguei uma yorkshire que, quando entrei na sala, ela estava dormindo em cima da mesa de centro. Olha, dei tanta risada, que tirei foto e mandei para a dona ver o meu novo vaso”, conta bem humorada.

Os cuidados especiais podem ir além do carinho e da limpeza, mas ela afirma que faz com o maior prazer e eles são muito obedientes.

“Já tive uma cachorrinha aqui que precisava tomar remédio todos os dias, de manhã e à noite. Ela ficou uma belezinha e não deu um pingo de trabalho, nem teve qualquer emergência. Em casa todo mundo gosta e sempre foi muito tranquilo. Tanto que se eu escuto um latido à noite, abro a janela do quarto e falo “shiu”. Eles engolem o latido e dormem que é uma paz”, salienta.

A média de tempo que os cachorros ficam com Roseli varia bastante, mas ela conta que sempre passa de 5 dias.

“Sempre depende de quantos dias os donos vão ficar fora, mas pelo menos 5 dias eles ficam aqui comigo. É uma maneira de me ajudar na renda da casa, mas tem gente que eu nem cobro, porque eu amo cachorro. O mais sofrido é quando eles vão embora, porque a gente se apega muito! Acho que dói mais para mim do que para o dono (risos)”, conclui.

Conheça os moradores da região que cuidam dos pets enquanto seus donos viajam

Alan e sua cachorrinha Baleia

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Roseli Batista Rodrigues

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Roseli no canil que tem em sua própria casa

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