
Por Ulisses Coelho
Um gênero textual muito popular no Brasil é a crônica. A maioria dos leitores de jornais e sites adoram ver o posicionamento de parte da imprensa diante dos acontecimentos cotidianos. Um pouco de historia da crônica.
O cronista é considerado um “historiador das coisas miúdas”, por comentar uma notícia veiculada pelo meio de comunicação que trabalha. Em vez de comentar a Segunda Guerra Mundial ou a questão entre judeus e muçulmanos, ele faz considerações acerca de algo com menos repercussão. Assim, torna o tema em debate crônico.
A Torre do Tombo, em Portugal, foi um celeiro de excelentes cronistas. Para muitos, a carta de Pero Vaz de Caminha relatando ao Rei Dom Manuel a invasão do Brasil foi a primeira crônica redigida sobre nossas terras. Os mestres brilhantes do gênero nesse formato são José de Alencar e Machado de Assis. Suas inovações estilísticas permanecem em qualquer cronista que os sucederam.
Personalidades mundiais, com destaque para José Saramago, são (no caso foram) ávidas leitoras das crônicas brasileiras, fenômeno único no mundo pela agudeza de espírito e ironia. Isso mostra a capacidade comentarista arraigada na cultura brasileira.
Algo que tem se tornado demasiadamente crônico é o acidente de trânsito. Moro em Assis e trabalho em Paraguaçu Paulista. Em vista das péssimas condições da estrada aliada com as imprudências dos “reizinhos da pista”, até que os acidentes não são tão repetitivos assim.
Aristóteles, grande pensador grego, disse com ímpar genialidade: “Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”. Dado o contexto e o insistente treinamento dos nossos motoristas, estamos ficando craques em acidentes automobilísticos.
O dia em que todos sintonizarem seus rádios com as estações da Ferrari de Felipe Massa, as tragédias diminuirão substancialmente. Reduza, pois o de trás está vindo mais rápido!
Ulisses Coelho









