
Por Drª Carla Ganassin, médica dermatologista
CRM 120861
A busca desenfreada pela juventude eterna, por uma pele sem manchas, cicatrizes ou marcas de expressão lota os consultórios dos dermatologistas e cirurgiões plásticos todos os dias e, em alguns casos extrapola o limite do razoável.
Aonde há uma necessidade, há uma oportunidade – reza a máxima, e por esse motivo a poderosa indústria da beleza, lança diariamente no mercado produtos com promessas, na grande maioria das vezes falsas, que induzem as pessoas a comprar ou usar produtos de má qualidade e com resultados duvidosos.
Da mesma forma, outro segmento que não pára de crescer, é a indústria dos equipamentos voltados para a estética: laser, luz pulsada, radiofreqüência e afins. Aparelhos que são colocados para venda ou locação e prometem fazer de tudo, mas que na verdade fazem muito pouco ou quase nada. Estes produtos chegam ao consumidor indiretamente, através de médicos ou de clínicas de estética, que são os grandes vendedores deste tipo de indústria.
Laser mal aplicado traz riscos à pele
Partindo desta premissa, cabe aos médicos terem muita cautela ao optar por esse ou aquele equipamento. É preciso pesquisar, estudar com afinco as novas tecnologias e estar atualizado e apto para aplicá-las. Delegar essa tarefa para profissionais não habilitados não exclui a responsabilidade do médico. O correto e o esperado é que somente médicos ou profissionais da saúde com treinamentos específicos possam manusear tais aparelhos, mas não é isso o que se vê na pratica.
A realidade que cresce todos os dias, é a de médicos e, às vezes, não médicos, absolutamente despreparados que pretendem aprender em cima de seus clientes ou pacientes. Felizmente, ainda existem muitos profissionais responsáveis que buscam o aperfeiçoamento, estudam, participam de congressos e workshops, até treinam outros profissionais com o intuito de proporcionar o melhor aos seus pacientes e com o menor risco possível.
Quanto aos aparelhos disponíveis certificados pelo FDA ou pela ANVISA, de modo geral são seguros e o índice de complicações é baixíssimo, desde que sejam operados, como dissemos por médicos habilitados. O ideal é que sejam profundos conhecedores da pele, pois dessa forma saberão adequar o tratamento ao tipo de pele de cada um ao invés de utilizar sempre a mesma programação para todos a pessoas.
A tecnologia a laser e aparelhos que não são laser, mas são agrupados nesta área, como a luz intensa pulsada, radiofreqüência, plasma e outros, estão sendo utilizados largamente como tratamento único ou combinado com outros tratamentos estéticos, como botox, peelings e preenchimentos, na busca incansável da melhoria da aparência com excelentes resultados.
O que pode dar errado
Quando o profissional despreparado realiza este tipo de tratamento, ou quando o equipamento não é seguro a chance de sucesso diminui consideravelmente, e o risco de seqüelas irreversíveis e graves aumenta muito. Entretanto o mais comum, nesses casos, é o tratamento não funcionar. Também pode ocorrer vermelhidão, ardência e inchaço mas que são facilmente contornados com o uso de um corticóide tópico. A complicação mais grave – com o uso de equipamentos ruins, arriscados ou não utilizados corretamente – são as queimaduras que podem evoluir para alterações da pigmentação, em alguns casos irreversíveis, ou até mesmo deixar cicatrizes.
A importância desse tipo de procedimento ser realizado por médico especializado
O benefícios do laser são ilimitados e absolutamente seguros, tanto para estética como para diversos tipos de patologia, sugerimos procurar um medico especialista, preferivelmente um dermatologista de sua confiança.
Todas a informações mencionadas e os cuidados sugeridos são de suma importância para que o uso do laser seja seguro e alcance o seu objetivo para que o sonho de ter uma pele mais bonita, mais jovem e livre de doenças não se transforme num grande pesadelo.

Euroclínica
Dermatologia Clínica e Cirúrgica
Drª Carla Ganassin
CRM 120861
Jardim Europa – Assis









