A repercussão do caso de quatro alunos suspensos da Escola Estadual Teófilo Elias, em Florínea, após a chamada “brincadeira balança caixão”, teve novos desdobramentos neste sábado, 30 de agosto. A mãe da aluna vítima do episódio, identificada como Silvana, procurou o Portal AssisCity e deu sua versão dos fatos, criticando a postura da escola.
Segundo ela, a filha só contou sobre o ocorrido em casa após ser incentivada por uma colega, que mostrou o vídeo em que a calça da menina é puxada durante o intervalo, expondo suas roupas íntimas. Silvana relatou que tomou ciência do caso apenas no dia seguinte e, por conta própria, acionou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência.
“Até aquele momento, ninguém da escola tinha me procurado. Eles só me ligaram depois que eu já tinha feito tudo, depois que acionei o Conselho Tutelar”, afirmou a mãe.
Silvana pontuou ainda que a filha sofre de nanismo e já enfrentava situações de preconceito dentro da escola. Para ela, o ocorrido não pode ser tratado como simples brincadeira.
“Foi proposital, não foi uma brincadeira. Minha filha passou por um constrangimento enorme. Agora ela não quer mais ir para a escola porque o vídeo circulou e até fizeram uma trend com palavrões usando a imagem dela”, disse indignada.
A mãe também criticou a atuação da equipe escolar, que, segundo ela, falhou na supervisão dos alunos e em dar a devida resposta às famílias. “Onde estavam os monitores? Isso aconteceu perto da quadra. Se não era lugar de brincar, tinham que orientar as crianças. Mas ninguém fez nada. Só vieram falar comigo depois que eu mesma tomei providências”, completou.
Silvana disse esperar que medidas mais rigorosas sejam adotadas para evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer.
A direção da escola
O vice-diretor da Escola Estadual Teófilo Elias, Antônio Carlos Ferreira, explicou que a escola só tomou conhecimento do caso na quinta-feira, 28, após o vídeo do incidente começar a circular entre os estudantes. Ele confirmou que a mãe da aluna soube do ocorrido antes da direção, mas ressaltou que, assim que a instituição foi informada, todas as medidas cabíveis foram cumpridas.
“A mãe descobriu primeiro pelas redes sociais. Quando a direção tomou conhecimento, apuramos o fato e aplicamos as medidas necessárias na escola. Infelizmente, a família procurou primeiro o Conselho Tutelar, mas assim que tivemos ciência do episódio, agimos prontamente”, disse o vice-diretor.
Segundo Antônio Carlos, as medidas adotadas incluíram a suspensão por três dias dos três alunos diretamente envolvidos na brincadeira, a suspensão da aluna que gravou e compartilhou o vídeo e a notificação das famílias.

