Uma moradora de Cândido Mota procurou o Portal AssisCity na tarde desta terça-feira, dia 14 de outubro, para denunciar um golpe que está sendo aplicado na região de Assis. A mulher que foi vítima, identificada como Roberta Cristiane Rodrigues Lima, relatou ter recebido ligações de um homem que se passou por um delegado da Polícia Civil, afirmando que ela estava sendo acusada de um crime e que só seria liberada mediante o pagamento de uma fiança.
O falso delegado se apresentou como Augusto Cavalheiro Neto, nome real de um delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, diretor da 8ª Delegacia de Polícia Regional Integrada (DPRI/DPI) de Caxias do Sul. O número utilizado pelo golpista é +55 51 8168-4550, com prefixo do Rio Grande do Sul.
Nas mensagens trocadas pelo aplicativo de conversas, o criminoso insistia para que a vítima atendesse ligações, alegando que havia uma denúncia contra ela. Ao se recusar a falar por telefone, Roberta foi ameaçada de prisão. “Caso contrário, mandarei viaturas, cadeia e pronto”, escreveu o falso delegado.



Em seguida, ele passou a pressioná-la para realizar o pagamento de uma suposta fiança. “A fiança, dona Roberta, pra senhora não precisar ser presa”, disse o golpista, que ainda afirmou que “advogado algum vai conseguir livrar a senhora”. Após ser confrontado pela vítima, que percebeu inconsistências na conversa, o homem passou a enviar mensagens ofensivas e foi bloqueado.
O Portal AssisCity entrou em contato com a Delegacia Seccional de Assis, que confirmou se tratar de um golpe. A delegada Raquel Santos de Oliveira, titular da Delegacia de Polícia Civil de Cândido Mota, reforçou o alerta:
“A Polícia Civil nunca realiza contato telefônico para solicitar dinheiro, transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento, sob nenhum pretexto. Esses criminosos utilizam nomes de autoridades conhecidas para dar credibilidade à fraude”, explicou a delegada.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Cândido Mota, orienta que, ao receber ligações ou mensagens suspeitas, as pessoas não forneçam dados pessoais, não realizem pagamentos e registrem boletim de ocorrência imediatamente na delegacia local.
Ainda segundo o comunicado oficial, é comum que os golpistas utilizem números com DDDs de outros estados e apresentem comportamento ameaçador ou insistente, o que deve acender o alerta de quem recebe esse tipo de contato.
A corporação reforça que todas as comunicações oficiais são feitas por meios institucionais, e jamais por aplicativos de mensagem ou telefone com pedidos de valores.

