Novas imagens obtidas pelo Portal AssisCity revelaram o momento em que três indivíduos se aproximaram da aeronave que realizou um pouso forçado em uma área rural da cidade de Tarumã. O incêndio aconteceu na madrugada desta quinta-feira, 29 de maio, e reforça as suspeitas de que o avião era usado por uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas.
As câmeras de monitoramento e relatos de testemunhas apontam que, por volta das 2h30, um veículo Corsa escuro com placas cobertas chegou ao local. Segundo informações apuradas pela nossa reportagem, os três ocupantes desceram, tiraram fotos, revistaram o interior da aeronave, possivelmente em busca de um navegador GPS e, em seguida, incendiaram o avião, que foi parcialmente destruído pelas chamas. O momento do incêndio, porém, não foi registrado nas imagens.
Um policial militar aposentado, que monitorava a área, afirmou ter visto o veículo sair de um canavial antes da ação. Ele efetuou disparos de advertência com sua arma particular, mas os suspeitos conseguiram fugir.
De acordo com registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o prefixo PTGMR pertence a um bimotor Piper PA-34 Seneca, fabricado em 1981, com capacidade para seis pessoas e autorizado apenas para voos privados. A aeronave está registrada em nome da CRS Serviços e Administração SPE Ltda.
No entanto, pilotos locais ouvidos pelo Portal AssisCity levantaram dúvidas sobre o verdadeiro registro do avião. Segundo eles, trata-se, na verdade, de um monomotor Cessna 210 Centurion 2, com a matrícula original substituída por um adesivo falso do bimotor. A hipótese de clonagem de matrícula para ocultar atividades ilícitas é uma das linhas de investigação.
A perícia esteve no local e finalizou os trabalhos por volta das 3h. O caso foi registrado como incêndio doloso. O armamento do policial aposentado não foi apreendido, e ele não precisou prestar depoimento formal. Antes do incêndio, já haviam sido apreendidos no interior da aeronave um GPS, um caderno com anotações e um roteador — todos considerados peças importantes para desvendar a origem e o destino do voo.
A Polícia Civil segue investigando o caso, com apoio do 32° Batalhão da Polícia Militar de Assis, diante das evidências de uso da aeronave por grupos ligados ao tráfico de drogas. Atualizações serão divulgadas conforme novas informações forem apuradas.










