A Justiça de Cândido Mota aceitou, no dia 9 de maio de 2025, a denúncia feita pelo Ministério Público contra o delegado João Fernando Pauka Rodrigues, acusado de torturar um advogado durante uma abordagem policial. O caso aconteceu em novembro de 2024 e gerou grande repercussão na região.
Com a decisão, o processo contra o delegado está oficialmente em andamento. Ele foi citado e terá 10 dias para apresentar sua defesa por escrito. Se não responder dentro do prazo, um defensor será nomeado para representá-lo.
Além do crime de tortura, o delegado também havia sido investigado por lesão corporal e abuso de autoridade. No entanto, segundo o documento assinado pelo juiz, a suposta lesão já está incluída na acusação de tortura, e a parte que tratava do abuso de autoridade foi arquivada.
Relembre o caso
Em novembro de 2024 o advogado foi abordado por policiais em Cândido Mota após, segundo a acusação, tentar fugir de uma blitz. Durante a abordagem, ele foi imobilizado com o uso da força, mesmo sem reagir, o que motivou a denúncia de tortura.
O caso chamou atenção logo nos primeiros dias. O primeiro juiz designado para o processo pediu afastamento por suspeição. Um segundo magistrado também se afastou. Só em maio de 2025 um novo juiz assumiu o caso e deu andamento às investigações.
A defesa do advogado, representada pelo advogado Mário Rui, apresentou imagens da abordagem como prova. “As imagens mostram claramente que ele não reagiu, e mesmo assim foi imobilizado com violência”, afirmou Mário. Segundo ele, o material “é uma prova incontestável do uso excessivo da força”.
O que acontece agora
Com a denúncia aceita, o processo entra na fase de defesa. O delegado deverá se manifestar por escrito. A Justiça também autorizou a participação do representante da vítima como assistente de acusação.
O AssisCity continuará acompanhando os desdobramentos.

