“Pois aquele que, sendo escravo, foi chamado pelo Senhor, é liberto e pertence ao Senhor; semelhantemente, aquele que era livre quando foi chamado, é escravo de Cristo.” I Cor.7-22.

Liberdade no agir. Fazer as coisas sem precisar dar explicação a ninguém. Essas são idéias da maioria dos adolescentes que residem com os pais e não aceitam uma regra de conduta. A maioria dos nossos jovens reclama para si maior autonomia, mas quando se exige a recíproca, não aceitam. Existe uma distorção entre liberdade com responsabilidade e liberdade inconsequente.

Quase sempre é assim conosco também, queremos ter total direito de agir, segundo nosso arbítrio, mas não queremos nos comprometer muito. Conversava com um pai de um catequizando dias desses, sobre a necessidade de envolvimento da família, em especial nas missas, ele me respondeu “que quem faz catequese é o filho, ele já passou dessa fase”.

Quero que as coisas se acertem no âmbito familiar, mas não quero o compromisso que me é exigido, que me pertence e somente eu posso desempenhar! Esse tipo de atitude se complica muito mais, quando se trata do trato com as coisas de Deus.

Sempre arrumamos uma desculpa, para nos safar de qualquer tipo de comprometimento: “não tenho tempo!” “quando me aposentar!” e a famosa saída: “a partir de segunda começo!”; e assim vamos tocando a vida!

Estamos permitindo que segundos preciosos de convivência, de amor, de perdão, de dedicação, de responsabilidade, de doação e comprometimento esvaírem-se de nossos dias, por conta de uma acomodação irresponsável e descomprometida. Depois perguntamos: “Por quê?” Liberdade no agir, implica em comprometer-se com Deus!

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