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Jacó e Jacozinho: música caipira de Assis para o mundo

Série 118 anos de Assis

Fernando Nascimento

  • 08/04/23
  • 10:00
  • Atualizado há 59 semanas

"De Trem ou de Bonde, Impala ou Corcel

A todo o Brasil sou sempre fiel

Cidade de Assis, meu berço de amor"

35/118

A música de nossa cidade sempre foi destaque pelos palcos Brasil afora. Em nossa história de hoje,dos 118 anos de Assis contaremos um pouco sobre a trajetória da mais famosa dupla sertaneja de Assis, influenciadora de outros grandes nomes do gênero.

Divulgação - Jacó e Jacozinho: música caipira de Assis para o mundo
Jacó e Jacozinho: música caipira de Assis para o mundo

O talento era de família. Gabriel Jacob, paranaense, exímio violeiro e catireiro, muda-se para Assis, com sua esposa Maria Joana de Jesus, nos anos 30, e por aqui nascem Antônio e Amado, que se tornariam os mais famosos entre os nove filhos do casal.

A família começou a participar de casamentos, batizados, aniversários e outras festas, pela cidade e região. Também marcam presença em rádios, em especial no famoso auditório da Rádio Difusora (logo falaremos dela por aqui).

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Antonio e Amado, ou Jacó e Jacozinho, alcançam o sucesso, inclusive na capital, e são presença carimbada em rádios locais. Em 1962, fazem sua primeira gravação, das músicas "Papai me Disse" e "Castigo de Fazendeiro", de autoria de outros artistas.

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Seu primeiro LP, de 30 trabalhos, foi gravado em 1964, e o sucesso foi imediato e duradouro. No repertório, músicas de vários nomes, e também de Piracaia, outro grande artista assisense. A dupla foi uma das que mais vendeu cópias entre os anos 60 e 70, e foi influência para futuros artistas, como dois meninos paranaenses de nome José Durval que, influenciados pelo som de Jacó e Jacozinho, formariam uma tal dupla chamada de Chitãozinho e Xororó.

Os filhos do Jacob também possuíam uma veia humorística. Em 1974, resolveram gravar um disco com piadas, paródias e músicas. Um sucesso de vendas. Se você já ouviu de seus pais e avós, ou cantarolou que "não queria mais pepino", talvez sem saber, cantou Jacó e Jacozinho. Ou melhor, Antônio e Amado, já que não queriam confundir a carreira sertaneja com a de humoristas.

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O ano de 1980 começou a marcar o início do declínio da dupla. Um dos irmãos mais novos, Pedro, gravou um LP no lugar de um doente Antonio, que faleceu em 1981, vítima de um traumatismo craniano decorrente de uma queda. Com a morte do "segundo Jacó (o posto já fora ocupado no início da banda, pelo falecido irmão mais velho Benedito), Pedro assume os microfones, para a gravação de um último LP, com Jacozinho, em 1982, chamado de "Tragédia". A dupla se separa algum tempo depois, com cada irmão seguindo seu rumo, em tentativas, sem sucesso, de emplacar outros trabalhos musicais.

A Música "Cidade de Assis", foi a forma de Jacó e Jacozinho homenagearem a terra natal. Ao todo, gravaram quase 250 canções.

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Entre músicas, sucesso e tragédias, Jacó e Jacozinho foram grandes representantes da música raiz sertaneja, simples, irreverente e tradicional. Assisenses que também levaram o nome da cidade pelo país e pelo mundo.

Você conhecia a história de Jacó e Jacozinho?

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