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Professor de Assis registra fenômeno meteorológico no momento exato de sua formação

O sistema atmosférico atinge toda a região do Vale Paranapanema vindo do Sul do país

Redação AssisCity

  • 19/08/20
  • 14:00
  • Atualizado há 200 semanas

O professor mestre em Geografia, Thiago Hernandes, que possui pesquisas na área de geografia urbana, sustentabilidade e geografia geral para Ensino Médio, registrou na manhã desta quarta-feira, 19 de agosto, o exato momento em que a região de Assis, bem como em todo Vale Paranapanema está sendo marcada pela entrada de um sistema atmosférico frontal vindo do Sul do país.

Thiago explica que após um longo período de estiagem, típico desta época do ano, desde quinta-feira, 13 de agosto, a dinâmica atmosférica passou a sofrer mudanças ao padrão que estava até então, tendo mudanças nas condições do tempo, de uma atmosfera quente e seca, para uma úmida e chuvosa e com queda de temperatura.

"Fenômenos como este são comuns porém, o que muda ao longo do ano, é a origem destas massas de ar, no inverno as massas que mais atuam sobre nós são as polares, vindas do sul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Antártida), e quando chegam, provocam chuvas de variações quanto ao volume, porém geralmente provocam queda na temperatura; já na primavera e verão, as chuvas na nossa região são em sua maioria provocavas por chuvas vindas do Atlântico, por meio da Massa Tropical Atlântica e da Massa Equatorial Continental, esta última vinda da Amazônia", considera.

divulgação - Registro da entrada do sistema atmosférico frontal na manhã dessa quarta-feira, 19
Registro da entrada do sistema atmosférico frontal na manhã dessa quarta-feira, 19

O professor ressalta que diferente do que ocorreu em outras regiões, Assis foi bastante felizarda pois as chuvas vieram em grande volume, porém sem a ocorrência de granizo, que pode causar grandes impactos à agricultura, assim como as coberturas de casas, fábricas, comércio e afins.

Thiago ressalta que desta forma a manutenção de áreas verdes (árvores e áreas permeáveis nas cidades) representam estratégias ecológicas e inteligentes de diminuir os efeitos e chances de enchentes, bem como gerar melhor conforto térmico.

"Quanto as áreas florestais, independente do bioma que pertencem, manter o máximo possível de floresta é um passo essencial para que eventos extremos de secas e tempestades não ocorram com tanta frequência e intensidade; as pessoas precisam entender que no sistema natural, todos os elementos existentes, bióticos e abióticos possuem uma função, e que quaisquer alterações que ocorram, os efeitos serão em variadas escalas, sendo assim, recomendo como site de consulta a dinâmica do tempo o IPMET que é gerido pelas estações meteorológicas da Unesp de Bauru e de Presidente Prudente", conclui.

divulgação

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