Para os católicos, comemorar o Dia das Mães é celebrar o dom da vida dessas mulheres que encontram na Virgem Maria o modelo de maternidade, pois em seu Filho, Jesus Cristo, toda relação familiar é sagrada.
A Igreja, desde o Concílio de Éfeso, em 431, reconhece oficialmente a divina maternidade de Maria e confere a ela o título de Mãe de Deus. Sim, a Virgem é Mãe de Deus, pois por meio de seu Sim abraçou toda a humanidade e, ao acolher Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, ocupou papel fundamental na história da salvação: Maria gerou o Filho de Deus, o Redentor dos homens. O fruto de seu ventre garantiu ao mundo vida em abundância (cf. Jo 10, 10).
Por isso a Mãe de Deus torna-se modelo para todas as mães; na gratuidade do amor, concebeu um Filho e não pensou em seus próprios desejos, mas antes, nos desígnios de Deus.
É neste viés de entrega que somos convidados a celebrar o Dia das Mães. Como Maria se doou toda inteira, muitas mulheres, ao se tornarem mães, renunciam-se a si próprias para a criação e felicidade de seus filhos. Outras não são genitoras propriamente ditas, mas são mães de coração e cuidam daqueles que lhes são confiados tais quais os fossem de seu próprio sangue. Louvado seja Deus pelo dom da maternidade!
Nas Sagradas Escrituras, o Livro do Eclesiástico nos ensina que aquele “que honra a sua mãe é como quem ajunta um tesouro” (v. 4) aos olhos do Altíssimo, pois o Deus criador nos proporcionou genitores que, por meio de nossas atitudes, devem ser respeitados e amados.
Nós, filhos, temos a oportunidade de oferecer, no amor, algo de bom para aquelas que nos proporcionaram a vida. Assim, o dia dedicado às nossas mães pode nos ensinar a enxergarmos o grande valor daquelas que nos trouxeram ao mundo.
A beleza do Dia das Mães deve ser vivenciada por todos nós na profundidade da data. Os presentes não podem ser a tônica do dia, mas antes, sejam a manifestação de gratidão e, sobretudo, de amor para com esse precioso tesouro que carinhosamente chamamos de mãe.
No domingo, elevemos uma prece especial pelas mães falecidas. Mesmo em meio às lágrimas da saudade, rezar nesta intenção constitui-se como uma nobre oportunidade de renovarmos nossa esperança na Ressurreição de Nosso Senhor e, por conseguinte, dos mortos.
Em Maria, Mãe de Deus e modelo de maternidade, felicitamos todas as mães neste dia especial. Que a Mãe da Família de Nazaré nos conduza em nossas relações familiares e nos ensine a valorizar e a amar, cada vez mais, a figura materna com a qual fomos agraciados.
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[/left]Por Tiago Barbosa – Seminarista da Diocese de Marília, Tiago Barbosa exerce seu trabalho pastoral na Paróquia Santo Antônio de Adamantina e é membro da Pastoral da Comunicação (Pascom) diocesana. Licenciado em Filosofia e graduando em Teologia pela Faculdade João Paulo II de Marília.










