O Medex, farmácia de distribuição de medicamentos de alto custo em Assis, tem sido alvo de diversas reclamações por parte dos moradores. Os relatos indicam uma sobrecarga no serviço, com filas que se formam logo nas primeiras horas do dia, falta de estrutura para acolher os pacientes e escassez de medicamentos, como a Memantina 10mg, fundamental para o tratamento de doenças neurológicas degenerativas.
Silvio Frazão, morador de Assis, conta que precisa retirar os medicamentos da esposa no local e enfrenta uma situação caótica. “Já tem mais de um mês que está tudo quebrado. Cadeiras todas danificadas, gente em pé esperando por horas. Já vi pessoas irem embora sem o remédio porque não tinha mais”, contou ao Portal AssisCity.
A situação também preocupa Renata Fernandes Arantes, que busca medicamentos para o irmão que é atendido pelo Medex há anos. “São poucos funcionários para a quantidade de atendimentos. O Medex atende pessoas de toda a região, então sempre temos que enfrentar longas filas para pegarmos os medicamentos”, afirma.

Renata destaca ainda que o horário de funcionamento é um problema para quem trabalha. “O atendimento que antes ia até 13h agora termina às 12h. Como é que quem trabalha consegue ir buscar o remédio? Eu cheguei lá 8h35 e já tinha 78 pessoas na minha frente. É desumano”, disse.
A falta de medicamentos tem sido uma das maiores queixas. Antônio Sérgio Gonçalves da Silva, responsável por cuidar da mãe que sofre de Alzheimer e de uma síndrome rara chamada FAHR, relata que há mais de cinco meses não encontra a Memantina 10mg no Medex. “Minha mãe não pode ficar sem esse remédio, então tenho comprado por conta. Somos aposentados e tudo que gastamos a mais faz falta. A obrigação de fornecer é do Estado, então nos sentimos abandonados”, lamenta.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, por meio da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), a aquisição e distribuição da Memantina 10mg são de responsabilidade do Ministério da Saúde. Em nota enviada ao Portal AssisCity, o órgão informou que o Estado de São Paulo ainda aguarda a entrega de 43% do insumo referente ao último quadrimestre de 2024 e 100% da pauta do primeiro trimestre de 2025. A pasta afirma estar em diálogo com o Ministério da Saúde para regularizar a situação o mais breve possível.
Sobre o atendimento, ainda em nota, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Marília informou que “A unidade, localizada no Hospital Regional de Assis, conta com 14 funcionários, que atendem 5 mil pacientes mensalmente de forma presencial. No total são 25 mil pacientes atendidos pela unidade, seja presencialmente ou recebendo o medicamento em casa, por envio de malotes. O DRS de Marília reforça que nenhum paciente fica sem atendimento”, disse.
O Portal AssisCity segue acompanhando o caso.

