Motoristas que cruzaram a ponte sobre o Rio Paranapanema, na divisa entre Florínea e Sertaneja (PR), enfrentaram filas de até três horas durante o feriado prolongado da Semana Santa e de Tiradentes, entre os dias 18 e 21 de abril. A lentidão foi provocada pelo alto fluxo de veículos aliado às obras de manutenção da estrutura, que está com o trânsito operando em sistema “Pare e Siga”.

A ponte liga a Rodovia Miguel Jubran (SP-333), em solo paulista, à Rodovia Celso Garcia Cid (PR-323), no Paraná, e é o principal caminho para motoristas que seguem em direção a cidades como Londrina (PR). O trecho é especialmente movimentado em feriados, por ser rota direta entre o Oeste Paulista e o Norte Pioneiro Paranense, região que concentra diversas empresas com operação ininterrupta, o que agrava os congestionamentos nos períodos de pico.

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), a obra faz parte de um contrato que contempla 16 obras de arte especiais (OAEs) do Escritório Regional Vale do Tibagi. O investimento total é de R$ 13,4 milhões, dos quais cerca de R$ 2 milhões são destinados exclusivamente à ponte. As intervenções incluem recuperação de fissuras no concreto, troca de juntas de dilatação, melhorias no pavimento, instalação de sinalização e defensas metálicas, além de pintura e limpeza da estrutura.

De acordo com o engenheiro José Vigilato Ruiz Chéles, do DER-SP de Assis, as obras estão sendo realizadas exclusivamente pelo DER do Paraná e trata-se de uma manutenção preventiva, não de uma intervenção emergencial. Ele reforça que a estrutura não apresenta riscos e que os trabalhos seguem inclusive no período noturno, com reforço na segurança. A previsão é de que a reforma seja concluída em até 30 dias, caso as condições climáticas sejam favoráveis.

Questionado pelo Portal AssisCity, o DER-PR informou que a obra não tem relação com a nova concessão do trecho à CCR, mas que a empresa assumirá a administração da ponte na sequência. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a concessionária deverá iniciar a operação do trecho paranaense da PR-323 até o dia 11 de maio.

Vale salientar que, por enquanto, o trecho em solo paranaense ainda não conta com cobrança de pedágio. A expectativa é que a CCR volte a realizar a cobrança após assumir formalmente a concessão, mas ainda não há uma estimativa oficial sobre o valor médio da tarifa.

Share.

NOSSOS COLUNISTAS