A funcionária municipal temporária Rosimeire Aparecida de Oliveira, de 32 anos, está preocupada e questiona a demora na liberação de uma cirurgia de laqueadura, em Assis.

Segundo ela, que tem quatro filhos, sua mais nova filha tem dois meses e a cirurgia deveria ter sido feita assim que a menina nasceu.

“Já fiz todos os procedimentos necessários para a aprovação da cirurgia, como exames com o acompanhamento do ginecologista na rede pública, encaminhamento médico, laudo psicológico, entrevista com assistente social e agora aguardo a cirurgia”, conta.

De acordo com Mônica Arf, coordenadora da Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, o processo para a liberação da cirurgia de laqueadura compete ao município desde que siga as diretrizes do Ministério da Saúde. É um programa de planejamento familiar, direcionado às mulheres que atendem a esses critérios exigidos pelo protocolo criado pelo MS.

“Tem todo um processo no qual, para solicitar o procedimento à paciente, ela tem que ser avaliada por um médico ginecologista sobre a necessidade para tal procedimento. Temos também outros meios de prevenção à gravidez, como a disponibilização e colocação do DIU, sem custo nenhum para a paciente, que é um método seguro e eficaz. Se for da vontade da mulher ou indicação do ginecologista, basta apenas procurar sua Unidade de Saúde para obter todas as informações e orientação de como solicitar o encaminhamento para a realização do procedimento”, explicou.

Ela esclarece que a laqueadura não foi realizada logo após o parto, como afirmou a requerente, pois o seu processo de planejamento familiar chegou na Central de Regulação no dia 13 de dezembro de 2018, já fazendo referência a um bebê de 21 dias, conforme relato dos profissionais que atenderam o casal em entrevista.

Ela explica ainda que o processo de Rosimeire teve início no dia 7 de novembro de 2018, quando ela foi acolhida pela enfermeira da Estratégia da Família para começar seu processo de planejamento familiar.

“O processo contou com a passagem pelo clínico no dia 9 de novembro, que solicitou o processo para o programa, uma avaliação com assistente social no dia 27, consulta com uma psicóloga no dia 3 de dezembro, e no dia 12 foi feita a solicitação do procedimento com o ginecologista”, relata Mônica.

O processo chegou a Central de Regulação no dia 13 de dezembro e a médica Reguladora, Dra. Berenice Umberlino Gatti, vendo que estava dentro dos requisitos, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, autorizou e enviou no mesmo dia à Santa Casa, para a realização do procedimento.

“Todo este processo demora em média até dois meses, porém o da requerente não foi realizado até o momento porque entramos em época de final de ano e férias de muitos profissionais, mas ainda estamos dentro do prazo. Conforme contato com a Santa Casa, o hospital nos informou que a paciente será atendida ainda este mês. Os funcionários entrarão em contato com ela para informar sobre a data do agendamento da cirurgia”, finaliza Mônica.

Paciente questiona demora na liberação de cirurgia de laqueadura em Assis

Secretaria Municipal de Saúde de Assis

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