Nesta quinta-feira, 22 de julho, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, através da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigação Criminal (DEIC 8), deflagrou a operação Cella e 15 pessoas foram indiciadas por integrarem uma organização criminosa. A operação foi realizada em diversas cidades do estado incluindo Assis.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de serem realizadas buscas administrativas em sete estabelecimentos prisionais do Estado de São Paulo.

A investigação é um desdobramento da operação Perfídia, coordenada pela Delegacia de Investigação Sobre Entorpecente DISE – DEIC8, deflagrada em meados de 2020, em que cerca de trinta suspeitos foram presos pelo envolvimento com o tráfico de drogas.

A partir da constatação de que parte daqueles indivíduos guardavam relação com organização criminosa, houve o compartilhamento de provas com a DIG, responsável por investigar organizações criminosas, e nova investigação foi deflagrada agora com vistas a identificar os integrantes, bem como delinear as suas ramificações na região de Presidente Prudente.

A investigação apontou que os investigados integravam organização e, dentro dela, exerciam funções bastante específicas. Alguns deles tinham a prerrogativa de indicar ou avalizar a viabilidade do ingresso de novos membros dentro da organização. Outros tinham funções disciplinares.

Os trabalhos investigativos concluíram que alguns dos investigados, mesmo presos, descumpriam as regras internas do estabelecimento prisional e buscavam, de toda forma, contato externo com comparsas que, contatados, efetivavam suas ordens e orientações.

Apesar de atuarem com grande foco na região de Presidente Prudente, restou evidenciado que alguns membros comandavam setores do tráfico de drogas.

A investigação policial continuará visando o robustecimento do conjunto probatório, bem como a identificação de outros integrantes do grupo criminoso.

Os indivíduos foram indiciados pela prática dos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, introdução de aparelho celular em estabelecimento prisional e financiamento ao tráfico de drogas.

Além desses 15 indiciados, outras três pessoas seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.

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