A Prefeitura de Assis publicou no Diário Oficial do Município do dia 2 de junho de 2026 a demissão do ex-vereador Claudecir Rodrigues Martins, o Gordinho da Farmácia, do cargo público que ocupava na administração municipal. Pela Portaria nº 40.651/2026, ele foi exonerado do cargo de enfermeiro do Quadro de Pessoal de Carreira, onde atuava lotado na Secretaria Municipal da Saúde.

A medida foi adotada em cumprimento à decisão judicial proferida nos autos do Processo Digital nº 1008753-89.2017.8.26.0047, transitada em julgado em 12 de setembro de 2024 e comunicada oficialmente ao Cartório Eleitoral e à Vara da Fazenda Pública na última sexta-feira, dia 29 de maio.
Este é o mesmo processo que determinou a suspensão dos direitos políticos do então vereador por improbidade administrativa e que resultou, na última segunda-feira, dia 1º de junho, na declaração de vacância do mandato pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Assis.
Entenda por que a Prefeitura teve que demitir Gordinho
A suspensão dos direitos políticos, imposta como consequência da condenação por improbidade administrativa, veda ao condenado o exercício de cargos públicos enquanto durar a pena — no caso de Gordinho da Farmácia, pelo período de cinco anos.
Com a condenação definitiva, a Prefeitura não tinha outra saída senão cumprir a determinação judicial — assim como a Câmara Municipal já havia feito ao declarar a vacância do mandato. A demissão, portanto, não foi uma decisão administrativa discricionária, mas uma obrigação legal decorrente diretamente da sentença.
Defesa ainda tenta reverter medida
A defesa de Gordinho da Farmácia, representada pelo advogado Ricardo Hiroshi, afirmou ao Portal AssisCity que ainda estuda uma medida judicial para tentar reverter os efeitos da condenação e a suspensão dos direitos políticos.
Apesar da nova tentativa, Hiroshi reconheceu que no cenário atual, o suplente Carlos Pereandré deve assumir a vaga na Câmara e que a perda do cargo público também é uma consequência inevitável da decisão judicial.

