O fim da tarde de quarta-feira foi marcado por um protesto de professores da rede estadual de ensino no Centro de Assis, organizado pela Apeoesp, o sindicato dos professor estaduais de São Paulo. A concentração foi na Praça da Mocidade, em frente à Prefeitura, apesar de a reclamação ser contra o governo estadual. O representante regional da categoria, professor Nilson Silva, adiantou que nesta sexta-feira, dia 13, haverá uma assembleia geral em São Paulo com professores de todas as regiões do Estado e que muito provavelmente será decidido pelo início de grave por tempo indeterminado.
Entre as principais reivindicações estão melhoria na qualidade de ensino através de mais contratações, valorização dos professores e a entrega do kit escolar que sempre os alunos recebem no início do ano letivo, mas até agora ainda não chegou às escolas para ser distribuído. “A população tem que saber o que está acontecendo, o que está se passando na escola pública do estado de São Paulo. A mídia mostra o que acontece de bom porque é paga pelo governo do Estado de São Paulo que gasta milhões para esconder a realidade e só mostrar o que satisfaz. É o filho do trabalhador que está lá, que precisa de educação, que está em busca de uma vaga na universidade. A escola pública tem que dar condições para que nossos filhos cheguem a universidade, é essa a nossa luta”, discursou Nilson Silva, representante regional da Apeoesp, a frente de um caminhão de som.
O ato público dos professores na Praça da Mocidade reuniu docentes não só de Assis, mas também de cidades vizinhas e teve a apoio de líderes sindicais de outras categorias, como bancários, servidores municipais, grupo de cidadania, entre outros.
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