A decisão do Banco Central em manter a taxa básica de juros com elevação de 13,75% tem causado discussões na política brasileira. O presidente Luís Inácio Lula da Silva afirmou ser vergonhoso o percentual que coloca a Selic em seu maior nível desde janeiro de 2017.

Mas de que forma a taxa básica dos juros atinge a vida do brasileiro? É por esse questionamento que os sindicalistas da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), criaram uma ação para explicar de que forma os juros atingem a vida da sociedade.

Nesta terça-feira, 14 de fevereiro, o presidente do Sindicato dos Bancários de Assis, Fábio Escobar, deu uma entrevista ao AssisCity e explicou os pontos principais da ação e de forma a sociedade pode entender melhor sobre o tema.

Presidente do Sindicato dos Bancários de Assis, Fábio Escobar - Foto: AssisCity - Divulgação

“A atividade tem a função de demonstrar a população que os juros altos fazem mal para todos nós, já que com isso a produção emperra, famílias não conseguem se livrar dos débitos o trabalhador perde o emprego e o salário cai”, explicou.

Com a taxa básica de juros nesse patamar, o juro real no Brasil alcança 7,38%, o que mantém o país com o maior nível do mundo, na frente de México (taxa de 5,53%), Chile (4,71%) e Colômbia (3,04%), respectivamente, segundo, terceiro e quarto colocados em ranking que leva em conta juros de 40 países.

Apesar de o regime de metas da inflação ser um instrumento adotado há décadas pelo Brasil para ajudar a conter a inflação e a alta do dólar, os juros em níveis altos tornam o investimento produtivo menos viável e desestimula o consumo, por forçar o aumento das taxas em todo o sistema bancário.

Veja o vídeo da entrevista completa:

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