A Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Assis divulgou, nesta sexta-feira (07), uma nota de esclarecimento após o ex-aluno Davi César de Souza afirmar, em publicações nas redes sociais, que ele e seus pais teriam sido agredidos por funcionários da instituição no dia 26 de fevereiro. A Universidade negou qualquer tipo de agressão e afirmou que as imagens das câmeras de segurança foram analisadas e encaminhadas à Assessoria Jurídica para providências.
Davi foi desligado da UNESP após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar, que resultou em um documento com mais de 700 páginas. A instituição alega que o ex-aluno cometeu infrações dispostas no Regimento Geral da Universidade. A decisão foi tomada pela Comissão Processante Especial, que ouviu tanto Davi quanto outros membros da comunidade acadêmica.
O caso ganhou ainda mais repercussão, após o aluno ser desligado da Universidade e utilizar suas redes sociais para se manifestar contra a decisão. Em vídeos publicados nos seus perfis e em perfis de terceiros, Davi faz reinvindicações e afirma que a faculdade não aceita alunos neurodivergentes, como se autodenomina.
Confira a nota divulgada pela Universidade na integra:
“A Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, informa através desta nota que o episódio ocorrido no dia 26 de fevereiro de 2025 em suas dependências não envolveu qualquer agressão física contra os pais do ex-discente Davi César de Souza, conforme vem sendo veiculado nas mídias sociais. As imagens das câmeras de segurança foram analisadas e enviadas à Assessoria Jurídica da UNESP para a imediata tomada de providências, uma vez que a divulgação feita nas mídias sociais é caluniosa.
O ex-aluno, Davi César de Souza, foi desligado de suas atividades após exaustivos procedimentos de apuração. O último procedimento, o qual levou ao seu desligamento, foi um Processo Administrativo Disciplinar, com mais de 700 páginas, que reuniu relatos tanto de Davi quanto de vários representantes da comunidade acadêmica. A Comissão Processante Especial, que conduziu o processo, concluiu que o ex-aluno praticou as infrações dispostas no artigo 161, incisos IV, VII, IX e X do Regimento Geral da UNESP.
A UNESP, assim como qualquer órgão público, possui um regimento, o qual deve ser seguido por todos, seja docente, servidor técnico-administrativo ou aluno.
No início dos procedimentos Davi foi afastado das atividades presenciais devido a um episódio de agressão em sala de aula, testemunhado por servidores e alunos. Durante todo o afastamento, lhe foi dado acesso aos conteúdos didáticos, garantindo que não houvesse prejuízo acadêmico. As atividades domiciliares foram suspensas apenas após a conclusão dos procedimentos e de seu desligamento.
Destacamos que durante todo o período suas solicitações de esclarecimentos, cópias do processo e documentos acadêmicos foram atendidas.
Também informamos que, como em qualquer procedimento, foi dado o direito à ampla defesa e contraditório. O advogado de Davi enviou recurso à Reitoria, a qual fará a análise do pedido e apreciará o documento no Conselho Universitário, órgão máximo na Universidade.
Por fim, esclarecemos que a UNESP é uma Universidade que pauta suas ações na ética, respeito e transparência, não admitindo qualquer atitude violenta ou caluniosa”, diz a nota.










