Diagnosticada com câncer em 2021, a moradora de Palmital, Terezinha de Fátima Alves, mais conhecida como Teka, enfrenta um novo e angustiante capítulo no seu tratamento contra a doença. Teka usava há dois anos o imunoterápico Pembrolizumabe fornecido pelo Estado por meio de decisão judicial. O medicamento foi fundamental para a sua estabilidade clínica. Contudo, uma mudança no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2024, reverteu a sentença que lhe garantia o tratamento — e a medicação foi abruptamente suspensa.

Em entrevista ao Portal AssisCity, Teka relata que o tratamento era a única esperança de seguir com qualidade de vida e, agora, se vê diante de um cenário de incerteza. A decisão do STF, que estabeleceu critérios mais rígidos para fornecimento de medicamentos por via judicial, acabou impactando diretamente sua causa: “Um direito adquirido meu simplesmente foi retirado. É revoltante. É injusto”, desabafou.

Desde outubro de 2022, quando a doença evoluiu com metástase no pulmão, a imunoterapia se mostrou eficaz. Terezinha necessita de duas doses mensais do medicamento, cujo custo é em torno de R$18 mil por frasco. Para garantir apenas três meses de tratamento, são necessários mais de R$100 mil — valor impossível de ser custeado sem ajuda.

Teka foi diagnosticada com câncer em 2021 – Foto: Arquivo Pessoal

Enquanto o processo segue em tramitação, sem previsão de nova decisão, a única alternativa foi criar uma campanha de arrecadação virtual. Com o apoio de familiares e amigos, Teka lançou uma vaquinha online e também disponibilizou uma chave PIX para doações diretas.

“Ontem mesmo eu estava conversando com minha advogada, e foi como um balde de água fria. A sensação é de que tudo desmorona. Pensei em desistir, mas não posso. Se eu parar agora, posso perder o progresso que já fiz. Essa medicação é essencial. Sem ela, o câncer avança, e, se avançar demais, ela pode não fazer mais efeito”, disse Teka.

Terezinha afirma que esta é uma luta contra o tempo. O medicamento que já ajudou a salvar sua vida anteriormente pode perder a eficácia caso o tratamento seja interrompido. “É como um antibiótico: se você para de tomar, ele pode não funcionar mais. Com o câncer, é assim também”, explica.

Apesar da indignação com a retirada do remédio, Terezinha segue com esperanças de conseguir arrecadar o valor necessário para adquirir o medicamento e agradece quem puder contribuir como for possível. “Se não puderem ajudar com dinheiro, ajudem com orações. Elas também chegam até onde a gente não alcança”, disse.

Como doar

Para contribuir com a vaquinha online, basta clicar aqui. Quem quiser doar pelo PIX, a chave é (18) 99649-4990.

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