O título desse breve texto foi extraído do filme com o mesmo nome, lançado em 1996, ao retratar
o processo colonizador da Inglaterra em 1896 no leste da África. Durante a construção de uma ponte por operários de tribos locais, ocorrem lutas constantes contra leões da região alvoroçando a ideia do poder místicos dos mesmos O feito inglês deixou rastro de sangue e destruição quando o encontro de duas culturas opostas entre si precisam conviver em meio ao caos, terror e desmandos. Já o homem “civilizado”, indiferente à cultura local se mostra decidido na exploração ávida por lucros fáceis.

Achei o título pertinente neste momento que novamente somos chamados à reflexão sobre nossa existência.

Após a pandemia da Covid-2019, este momento parece ser o mais ameaçador a nossa sobrevivência.

Não acredito numa iminente terceira guerra mundial. Acredito, porém, em mais um perigoso jogo de interesses velados, não identificados ao olhar comum, que poderão provocar cicatrizes sociais e econômicas.

Como entender que a luta e a barbárie sejam os caminhos necessários para garantir a ordem e a paz?

Desde que o mundo é mundo sabemos que a humanidade avança por caminhos muitas vezes tortuosos, em que a repetição de conflitos deixando rastro de carnificina e dor parece não incomodar aqueles que dizem lutar por um mundo melhor.

Narrativas vazias e viciadas. Retóricas calorosas que objetivam subjugar e aniquilar todo ou tudo que surja como impecílio no caminho.

Num quadro próximo à psicopatia generalizada, ninguém cede.

Acordos e princípios são desfeitos.

Com isso a sombra e a escuridão prevalecem e o planeta permanece num compasso de espera.

Espera do que pior poderá vir acontecer, ressaltando que guerras são eventos criados por aqueles que não vão aos campos de batalha.

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