A promessa de pagamento da gratificação técnica de 33% aos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) da rede municipal de Assis, anunciada como uma das principais pautas da atual gestão na última semana, se transformou em mais uma polêmica da Prefeitura de Assis após o envio de um projeto de lei não contemplar todas as graduações da categoria.

O compromisso foi reafirmado publicamente pela prefeita Telma Spera no dia 28 de abril, durante reunião com os ADIs no Teatro Municipal de Assis. Diante de dezenas de profissionais, a chefe do Executivo garantiu que encaminharia à Câmara Municipal um projeto assegurando o pagamento da gratificação de 33% para a categoria — promessa de campanha feita nas eleições de 2024.

O anúncio foi recebido com entusiasmo e tratado como uma conquista histórica pelos trabalhadores, após meses de mobilização, reuniões com o Executivo, pressão do Sindicato dos Servidores Municipais e cobranças públicas de vereadores.

No entanto, menos de 24 horas depois, o cenário mudou. No dia 29 de abril, a Prefeitura protocolou na Câmara o Projeto de Lei nº 90/2026, que, embora inclua os ADIs no quadro de gratificação por exercício de função técnica, estabelece critérios que não contemplam todos os profissionais.

A restrição foi interpretada por parte da categoria como uma quebra da promessa feita publicamente dias antes. A repercussão foi imediata e chegou à Câmara Municipal. O vereador Lucas Gomes, presidente da Frente Parlamentar da Educação, afirmou que interveio diretamente junto ao Executivo após analisar o projeto.

“Enquanto presidente da Frente Parlamentar da Educação, entrei em contato com a prefeita para solicitar que fosse revista a gratificação. A prefeita nos retornou garantindo que irá enviar para a Câmara Municipal um novo projeto, substituto, para que nenhum ADI com ensino superior fique de fora do projeto e contemple a gratificação”, declarou.

Apesar do recuo, a situação ainda depende de desfecho legislativo. O novo texto precisa ser formalmente protocolado, analisado e aprovado pelos vereadores. Além disso, o pagamento da gratificação está condicionado à suplementação orçamentária por parte da Prefeitura.

Inicialmente, o Executivo havia sinalizado que os pagamentos começariam em 30 de junho. Com a necessidade de reformulação do projeto e novo trâmite na Câmara, o prazo agora é incerto.

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