Há quase dois meses, pacientes que recebem medicamentos por via judicial das Prefeitura de Assis estão sem receber os fármacos que fazem uso, pois não são disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde e pacientes têm que comprar as medicações.
Antônio Christiano, aposentado de 64 anos, informa que sua esposa Maria das Graças Leme Christiano, 65 anos, necessita dos medicamentos Cloridrato de Duloxetina e Dromazepan de 6 mg. A medicação é de alto custo e é indispensável para os seus tratamentos, pois sofre com hipertensão e diabetes.
“Há mais ou menos um ano que fazemos a retirada desses medicamentos por via judicial, mas completa dois meses no próximo dia 17 que não conseguimos. Eles alegam falta de recursos financeiro para a compra. Ligo quase que diariamente, mas nunca tem. O custo é alto e custam mais de R$ 100, 00; somos aposentados e não temos condições financeiras de comprar”, reclama.
O aposentado relata ainda que o seu cunhado, Antônio Joaquim Leme, de 71 anos, também conseguia medicações por via judicial, mas está sem pegar há quase dois meses também. “Ele tem diabetes, faz uso da Insulina Lantus e Galvus Met, que são medicações caríssimas, custam em média R$ 400,00, aí já vai quase a metade da sua aposentadoria”, salienta.
Antônio afirma que juntamente com o seu cunhado procuraram a Justiça Estadual, que expediu um documento, no qual a Prefeitura pode pagar uma multa de R$ 1 mil diários, pelo descumprimento da ordem judicial.
“Será que é mais fácil pagar uma multa de R$ 1 mil do que fornecer os nossos medicamentos que são mais baratos? Não é só a minha esposa e o meu cunhado que estão com esses problemas, outras pessoas também devem sofrer”, se indigna.
A secretária Municipal de Saúde, Denise Fernandes de Carvalho, foi procurada pela reportagem do AssisCity, mas estava em reunião e não pôde atender, porém até o fechamento desta edição não emitiu uma posição sobre o caso.

Antônio Christiano










