
Sérgio Vieira, conselheiro tutelar
Na última semana, o Conselho Tutelar de Assis enviou um ofício ao juiz da Vara da Infância e Juventude de Assis, Thiago De Fellippo, e aos promotores de Justiça ligados também a esta área no Fórum da Comarca de Assis, José Calderoni e Carlos Henrique Rinard, contendo uma lista de chácaras que estão localizadas principalmente na zona rural da cidade que são alugadas e acontecem festas com a presença de adolescentes.
A decisão do Conselho Tutelar aconteceu após a morte do jovem Tairone de Almeida (20) ocorrida no dia 21 de abril na chácara Alvorada. Tudo indica que havia adolescentes presentes nesta festa e quando ocorreu o acidente, tais jovens foram intimados a deixar o local o mais rápido possível para evitar maiores problemas aos organizadores.
Diante da situação, o Conselho Tutelar decidiu enviar a relação das chácaras ao Judiciário e ao Ministério Público com o nome dos respectivos proprietários para que providências possam ser tomadas no sentido de salvaguardar a integridade física dos adolescentes. “Sabemos que em todas estas festas, adolescentes estão comparecendo. E nestes lugares o consumo de bebidas alcoólicas é liberado, não respeitando o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a lei estadual que coloca uma série de limites nesta questão. Está na hora de colocar um freio nesta situação”, disse o presidente do Conselho Tutelar de Assis, Sérgio Domingos Vieira.
Em sua visão, algo necessita ser feito e a sugestão dada anteriormente em reunião com o próprio juiz Tiago De Fellippo é que quando o Conselho Tutelar tiver conhecimento de alguma festa na cidade, comunicar imediatamente a Vara da Infância e Juventude para que solicite alvará para sua realização. “Temos uma portaria que disciplina a realização de eventos com a presença de crianças e adolescentes. Estes organizadores teriam que cumprir esta portaria ou arcariam com as consequências”, disse Sergio Vieira.
Ele disse temer esta escalada de festa e as consequências desta situação para os
adolescentes que por ventura compareçam nestes eventos. Segundo Vieira, infelizmente estes organizadores só querem saber do lucro e tampouco estão preocupados com a integridade física dos adolescentes. “Lamentavelmente, estes organizadores estão pensando apenas em seus lucros e não respeitam a vida do adolescente quanto ao consumo de bebidas alcoólicas”, ressaltou.
Ele acredita que este trabalho conjunto entre o Conselho Tutelar, o Ministério Público e a Vara da Infância e Juventude deverá dar resultados importantes nesta luta contra os abusos que acontecem nestas festas. “Infelizmente, um jovem morreu pela displicência dos organizadores de uma festa recentemente. Quantos outros jovens terão que morrer para que esta situação tenha um fim?”, questiona Vieira.










