
Advogado criminalista Roldão Valverde
Não é só em terras distantes que irmãos deixam de lado os laços de sangue, e, para se safar, ferram o filho da mesma mãe. Que o diga o assisense Adriano Dias de Oliveira, pintor de paredes que procurou o advogado criminalista Roldão Valverde para resolver sua situação: Ele foi confundido com um irmão, com passagens pela polícia, porque o mesmo usou seu documento quando flagrado em um dos tanto delitos. O verdadeiro acusado de crimes está preso, mas o inocente, também paga por dois crimes.
Casado, pai de um filho, residente em Assis a rua Cabiúna, primário, com bons antecedentes, residência fixa, e trabalho remunerado, o homem descobriu que estava com nome sujo na praça, quando encontrou dificuldade para regularização de seu titulo de eleitor.
Ao receber o documento, Adriano ficou totalmente revoltado, com que acabara de ler: Perda e suspensão de direitos políticos, motivado por haver em sua vida pregressa duas condenações criminais, a primeira na segunda vara da comarca de Rio Claro por crime furto ocorrido em 22 de abril de 2008, com pena de prestação de serviços à comunidade.
De acordo com o advogado, a segunda condenação ocorreu pela primeira vara criminal da comarca de Leme, fato ocorrido em 24 de novembro de 2008, pelo artigo 155 do CP, também condenado a prestar serviços a comunidade.
“O jovem Adriano Dias de Oliveira, procurou por nosso escritório de advocacia, alegando que nunca esteve na cidade de Leme e muito menos em Rio Claro, que desconhece o motivo porque foi condenado e que nunca respondera por nenhum processo crime em sua vida. Ele nos citou que tem um irmão de nome Djony Dias de Oliveira, nascido em 05 de maio de 1984, que possui péssimos antecedentes, com várias condenações, cinco processos criminais na Comarca de Rio Claro, um na comarca de Leme e outro na Comarca de Ourinhos, que atualmente esta cumprindo pena na penitenciaria Irapuru/SP, (perto da cidade de Junqueiropolis, Dracena).
Roldão consultou a Delegacia de Investigações Gerais de Assis (DIG) e soube que até o momento não havia nenhum mandado de prisão contra o Adriano. Foi descoberto, ainda, que em certa ocasião seu irmão Djony Dias de Oliveira, ao praticar o furto, apresentou a carteira de identidade de Adriano.
“Após pesquisas, ficou certo que o irmão de Adriano, Djony, veio praticar os furtos na cidade de Leme e Rio Claro, com documentos falsos, em nome de Adriano. A situação de Adriano é difícil porque o seu nome consta no rol dos culpados, com duas condenações criminais”, conta o criminalista.
Para regularização a defesa terá de ir até o presídio de Irapurú, para pegar uma declaração publica de Djony afirmando que de fato, em poder de uma cópia da Carteira de Identidade de Adriano, para safar de mais uma condenação veio utilizar do documento falso incriminando o irmão Adriano.










