Por Heitor Sant’Ana Vignotto – Nutricionista CRN-3 76.523

Recapitulando o que foi aprendido nas publicações anteriores. Primeiro, foi tratado sobre os perigos do uso indiscriminado de medicamentos. Segundo, expus o papel central da nutrição e a importância da personalização nas estratégias para emagrecimento.

E no artigo desta semana abordarei sobre uma peculiaridade relevante ao processo de emagrecimento, a saúde emocional.

Emagrecer não é só uma questão de “força de vontade” ou de “seguir uma dieta”. Vai muito mais além, pois, envolve renuncia a certos hábitos e relações afetivas com a comida, com a autoimagem e expectativas até mesmo irreais sobre o próprio corpo.

Em certos momentos comemos por ansiedade, tristeza, carência, culpa, tédio ou recompensa. Isso é comum e humano, e não pode ser visto como sinal de fraqueza. Todavia o problema está quando não identificarmos estes ditos gatilhos emocionais e ficamos presos em ciclos de compulsão, frustração e abandono do propósito inicial, a ponto de comprometer toda evolução conquistada.

A nutrição quando associada ao acompanhamento psicológico, torna-se uma ferramenta poderosa. Ela ajuda a identificar comportamentos alimentares, e precaver-se de padrões de sabotagem e sentimentos hábeis a interferirem nas escolhas diárias.

Um dos maiores desafios de quem busca emagrecer é a autocrítica constante. Assim, o peso na balança define o humor, a autoestima e até o valor pessoal. São pensamento assim que tendem a darem lado para os distúrbios alimentares, desmotivação e recaídas.

Trabalhar o emocional significa aprender a valorizar pequenas conquistas, a respeitar as necessidades do corpo e a desenvolver uma relação mais gentil com a comida e com o espelho. A VERDADEIRA TRANSFORMAÇÃO COMEÇA DE DENTRO.

Aceitar que o processo de emagrecimento deve ser leve, contínuo e respeitoso com sua história pessoal é o caminho eficaz para resultados mais duradouros e contínuos.

A união entre nutrição, psicologia e atividade física, quando bem orientadas promove não só emagrecimento, mas também libertação de ciclos punitivos e insatisfação corporal crônica.

Lembre-se caro leitor: NÃO EXISTE EMAGRECIMENTO SUSTENTÁVEL SEM ACOLHIMENTO EMOCIONAL, pois, cuidar do emocional também é uma forma de se alimentar bem.

Despeço-me aqui registrando que na próxima semana tratarei sobre a pouca eficácia a longo prazo das “dietas da moda”, bem como de suas estratégias radicais.

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